os quatro elementos da natureza os quatro pilares da sabedoria os quatro atributos do corpo os quatro cavaleiros do apocalipse

3.3.09

27.2.09

...





























no carro, a caminho do infantário.

papá, vamos jogar um jogo.
está bem. qual?
eu digo marcas difíceis de carros e tu repetes, ok?
ok.
rover.
rover.
volvo.
volvo.
renault.
renault. olha, joão, agora fazemos ao contrário, eu digo e tu repetes, pode ser?
pode ser.
saab.
saab.
kia.
kia.
chevrolet.
chevrolet. papá, já chega. agora vamos mas é jogar com marcas de pessoas.
mas as pessoas não têm marcas.
não têm marcas?
não. têm nomes.
então nomes difíceis de pessoas.
ok. começo eu. albertino, conheces algum?
albertino? conheço, é o da avó antonieta.
exactamente. e antonieta também é um nome difícil.
antonieta.
e arminda, conheces?
sim, avó arminda.
e agora outro difícil que acho que tu não conheces: clementina.
clementina? quem é?
era como se chamava a minha avó.
e onde está ela?
já morreu.
sim, mas onde está ela?
eh, ....há quem ache que as pessoas quando morrem se transformam em estrelas no céu.
e podemos falar com elas?
falar não mas podemos pensar nelas e lembrar-nos das coisas que elas nos diziam. por exemplo sabes aquela música do tão lindinho, tão lindinho, tão lindinho, curucucu?
a da avó guida?
sim. a minha avó clementina era mãe da avó guida e foi ela que nos ensinou essa música.
ah, está bem. e quem é a tua avó agora?

24.2.09

frango. perú. capoeiras inteiras.

infelicidade, dizem eles. momento difícil, dizem eles. de salientar o apoio dos companheiros e do jesualdo e mesmo de alguns adeptos, dizem eles. senti muito apoio, diz o gajo. ora esta merda a mim mais do que me irritar chega ao ponto de me dar calafrios de nojo e de visceral repulsa, por razões que passo a explicar.
primeiro, este gajo está sempre a rir e toca violão e canta, o que são qualidades boas num animador sócio-cultural mas nunca num guarda-redes. a consequência óbvia desta personalidade disfuncionalmente jovial é o facto do gajo estar sempre desconcentrado, por entre todos aqueles sorrisos e abraços e demais trejeitos amaricados.
segundo, a última vez que este gajo fez boas defesas foi no século passado quando jogava no vasco da gama e talvez uma ou até duas vezes no leiria. desafio quem quer que seja a apontar uma única vez em que o gajo tenha ganho pontos ou assegurado um resultado positivo pelo porto. limita-se a defender o óbvio e de vez em quando, com preferência pelos momentos mais importantes, nem isso faz.
se um jogo se pode decidir nos pequenos detalhes, então este gajo é uma permanente desgraça à espera de acontecer. falemos seriamente. é importante no balneário? boa. os colegas adoram-no? porreiro. mas para isso já lá anda o nuno há anos com essa função e já agora também o pedro emanuel que em 10 minutos hoje conseguiu transformar todo e qualquer jogador do atlético que lhe caiu em cima numa réplica do hulk.

7.2.09

excesso de beta-caroteno

acabo de ouvir o francisco louçã utilizar uma comparação entre dois coelhos numa cova e duas notas de 100 numa caixinha.
é oficial, não volto a beber água ao jantar.

1.2.09

EUA versus Portugal

Dizem os Americanos:

'We have BARAK OBAMA, Stevie Wonder, Bob Hope and Johnny Cash.'

Respondem os Portugueses:

'We have JOSÉ SÓCRATES, No Wonder, No Hope and No Cash.


Adpatação do slogan do Obama para Portugal:

YES, WEEKEND!

30.1.09

radiohead - pyramid song

nem mais...

"uma república não pode ser governada pelos tipos que fazem as fotocópias nos tribunais e nas polícias nem pelos jornalistas que conhecem e pagam a esses tipos."

FNV, Mar Salgado

27.1.09

no comboio.

compro o bilhete na máquina que substituiu os senhores nos guichets e entro no comboio e sento-me de frente para a viagem porque senão enjoo e porque me desagrada a ideia de chegar a algum sítio primeiro com o rabo e só depois com o resto de mim.
o revisor que até ver ainda não foi substituído por máquina alguma lá vem mais rápido e afoito do que seria necessário num comboio em andamento e eu mostro o meu bilhete e ele pica-o com o seu picador e faz-me um ligeiro aceno quase imperceptível com a cabeça enquanto mo devolve e eu respondo com um ligeiro aceno quase imperceptível com a cabeça enquanto o recolho.
antes de abrir o meu livro dou uma rápida olhadela para o resto da carruagem e há um casal que me desperta a atenção sendo que provavelmente são pai e filha mas também podem com igual facilidade ser marido e mulher que isto nos dias de hoje já se sabe que é perigoso tirar estas coisas pela pinta e vão ocupados os dois ele com um computador e ela com um livro ou uma revista que eu daqui não consigo ter a certeza e não sou pessoa de me deitar a adivinhar.
começo a ler o meu livro e de tempos a tempos espreito e depois de meia-hora de viagem e de várias espreitadelas tenho uma certeza e uma teoria sendo a certeza que o livro é muito bom e a teoria que são mesmo pai e filha porque não se tocam e não se falam e não se olham e mesmo assim parecem confortáveis ao lado um do outro.
chegamos ao destino e eu levanto-me e lentamente passo por eles e ela afinal está a ler um livro mas eu não descubro qual e eles continuam sentados e confortavelmente em silêncio.

21.1.09

yes we can.



It was a creed written into the founding documents that declared the destiny of a nation.
Yes we can.
It was whispered by slaves and abolitionists as they blazed a trail toward freedom.
Yes we can. Yes we can.
It was sung by immigrants as they struck out from distant shoresand pioneers who pushed westward against an unforgiving wilderness.
Yes we can. Yes we can.
It was the call of workers who organized; women who reached for the ballots; a President who chose the moon as our new frontier; and a King who took us to the mountain-top and pointed the way to the Promised Land.
Yes we can to justice and equality.(yes we can, yes we can, yes we can, yes we can…)
Yes we can to opportunity and prosperity.
Yes we can to opportunity and prosperity.
Yes we can heal this nation.
Yes we can repair this world.
Yes we can. Si Se Puede (yes we can, yes we can, yes we can, yes we can…)´
We know the battle ahead will be long, but always remember that no matter what obstacles stand in our way, nothing can stand in the way of the power of millions of voices calling for change.
We want change!(We want change! We want change! We want change…)
We have been told we cannot do this by a chorus of cynics who will only grow louder and more dissonant. We’ve been asked to pause for a reality check. We’ve been warned against offering the people of this nation false hope. But in the unlikely story that is America, there has never been anything false about hope.
We want change!(We want change! I want change! We want change! I want change…)
The hopes of the little girl who goes to a crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of LA; we will remember that there is something happening in America; that we are not as divided as our politics suggests;that we are one people; we are one nation;and together, we will begin the next great chapter in America’s story with three words that will ring from coast to coast; from sea to shining sea - Yes. We. Can.
(yes we can, yes we can, yes we can, yes we can, yes we can…)

antony & the johnsons

20.1.09

...

são 8 e meia da madrugada e estou na cozinha com a rita ao colo e portanto com todo o lado esquerdo do tronco ocupado e é só com o braço direito que me dedico a preparar o meu pequeno almoço ou seja a tentar verter para dentro duma caneca um mísero iogurte bom para o colesterol dizem eles mas escandalosamente caro digo eu.
lá fora chove cada vez mais e a dona m. pára por momentos de passar a roupa a ferro e vai à janela e abre-a ligeiramente e espreita e diz olha, olha, está a cair granito.

16.1.09

o legado de bush.

anda por aí uma teoria que defende ser cedo demais para analisar os 8 anos de bush e que diz que só a passagem dos anos e só o eventual desenlace dos conflitos (sim porque há gajos por aí que lhes dá nervos dizer guerras...) no iraque e afeganistão poderá dar a devida medida do papel por ele desempenhado.
com o devido respeito não concordo.
acho aliás que parte da expectativa desmesurada que recai sobre barack obama tem muito a ver com o total e absoluto desencanto dos últimos anos. desde a mentira da guerra do iraque à tortura de guantanamo e abu ghraib, passando pela desgraça do katrina e pela primeira crise económica verdadeiramente global, não faltam razões para decretar bush como um mau presidente sem precisar de deixar passar umas décadas sobre o assunto.
se uma imagem vale mais que mil palavras então george bush deixa para trás centenas de imagens e momentos e esgares faciais, pontuados com frases demonstrativas duma inadequação óbvia entre o homem e o cargo. e não, esta não é a estafada conversa do tipo ser bronco e cowboy e bem, bronco e cowboy. é a simples constatação de que para ser presidente do mais poderoso país do mundo é de facto preciso algo mais do que provavelmente ser uma companhia agradável para beber umas cervejas. e essa distinção entre a forma de ser pessoalmente e a forma de ser profissionalmente é algo que bush nunca fez verdadeiramente.


15.1.09

leva lá.


p.s- preferia que a participação fosse em forma de posts, mas enfim...

14.1.09

como já não posso mais ouvir falar do cr7, falemos de algo verdadeiramente importante: nadal

para aguçar o apetite: as mehores partes de um fabuloso artigo na time.

...Rallying with Nadal, says former Top 10 player turned coach
Brad Gilbert, "is an education in pain."

...Nadal's shot rotates at an average of 3,200 times a minute. Andre Agassi, one of the game's great shotmakers, generated 1,900 rotations per minute in his prime, and current world No. 2 Roger Federer, whose forehand is considered among the game's best, generates 2,700.

...Ask his trainer, Rafael Maymo, what parts of Nadal's body are under strain when he plays, and he answers: "Shoulder, feet, legs and back. Oh wait, that's every part."
Sampras is even more direct: [Nadal] puts so much effort into each point that eventually something will break."

...Is his coach encouraging Nadal to mimic Federer? "No, Federer is too good," says Toni. "Rafael must play like himself but better, [less spin], quicker points." But how can Federer be too good when Rafael is ranked No. 1? "There is a difference between who is better and who knows more," says Toni. "Better now is Rafael, he is No. 1 in the ranking. But who has the best game? Federer."

...as Nadal puts it, "I've always liked the competition more than the tennis."


12.1.09

enfim, genial...

hoje no consultório um tipo entra para marcar uma consulta e entretanto diz à assistente que ela está mais bonita e também mais gorda e ela agradece à falta de outra forma de reagir e ele diz que isso é um elogio já que a mulher quer-se com asas como uma panela.

o momento do dia.

podia ser o minuto 45 do benfica-braga com o golo em fora de jogo ou o minuto 54 com o penálti inventado sobre o dimaria ou o 68 com o penálti roubado ao braga.
podia, mas não foi.
podia ser o minuto 1 do porto-trofense porque foi o início dum festival de golos falhados de forma ridícula ou podia ser o lance meio duvidoso sobre o fucile e o meio duvidoso sobre o lisandro. podia também ser qualquer um dos minutos em que o jesualdo olha para o banco a pensar qual daqueles jogadores, digamos merdosos para ser simpático, é que vai colocar em campo.
podia, mas não foi.
o único e verdadeiro momento do dia foi aos 92 do porto-trofense.
freddy guarin, demonstrando rara inteligência e invulgar compreensão da regra do fora de jogo, procurou o espaço vazio desmarcando-se nas costas da defesa e, aqui reside o pormenor genial da coisa, do guarda-redes adversário. como não poderia deixar de ser este movimento original de ruptura foi devidamente recompensado tendo o nosso herói desempenhado um papel fulcral ao assegurar que os 28 jogadores que correram e suaram 97 minutos não sairiam de campo sem o justo prémio da conquista de um ponto para cada lado.

7.1.09

functional MRI





e como ícaro andamos perigosamente a brincar com os nossos limites e como ícaro corremos o risco de só o descobrirmos tarde demais.
e quando já nem formos donos dos nossos pensamentos e emoções mais íntimas então aí não seremos verdadeiramente donos de nada.

6.1.09

o primeiro ministro na SIC.

não vi tudo porque isto de marcar entrevistas para a hora de deitar a criançada não está nada bem. quanto ao que vi confesso-me algo desiludido pela falta de conteúdo, que contrariamente a outras opiniões que já ouvi atribuo mais aos entrevistadores que ao pm. se a ideia do ricardo costa era mostrar que ai eu mesmo sendo irmão do outro costa sou um tipo isento e um inquisidor implacável o objectivo até terá sido alcançado. se a ideia era ter uma entrevista que obrigasse o pm a explicar a fundo, para lá das frases feitas e mui repetidas, o plano anti-crise e projectos como o do tgv ou o novo aeroporto então o tom hiper-agressivo quase histriónico usado pelos 2 jornalistas em determinados momentos impediu que lá se chegasse. quanto ao resto e perante uma crise destas proporções juro que não percebo tanto tempo a falar de alegre, isto apesar de a campanha eleitoral já ter começado há algum tempo. em relação ao futuro nada de novo e várias constatações do óbvio: o país precisa de uma maioria estável para ser (minimamente) governável e quer por méritos próprios quer por notória falta de alternativas só o ps de sócrates lá pode chegar.

30.12.08

a polémica estéril do ano.

o estatuto político administrativo dos açores não me interessa nada. não digo que seja irrelevante, digo isso sim que não interessa, nem a mim nem a ninguém que não seja ou político ou comentador de assuntos políticos ou as duas coisas ao mesmo tempo.
vem criar o precedente da alteração da constituição atráves duma lei ordinária? é mesmo para isso que temos um tribunal constitucional.
vem mostrar uma fractura entre governo e assembleia de um lado e o presidente do outro? não está escrito em lado nenhum que as altas entidades da nação têm de estar sempre de acordo.

no meio de toda esta confusão não falta culpa para atribuir, diria mesmo que há culpa suficiente para andar à roda e distribuir entre todos os partidos, o governo e o presidente.
no meio de toda esta confusão a única coisa que é clara é que saimos todos a perder porque os nossos representantes andam mais entretidos com intrigas e jogos de poder e cálculos eleitoralistas e menos preocupados com a crise e respectivas consequências.

23.12.08

ia...

escrever um post sobre o papa e a heterossexualidade e as florestas tropicais e depois pensei melhor e concluí que o que o papa disse é normal considerando que ele é afinal de contas papa da igreja católica e que a igreja católica pode afinal de contas ser acusada de muitas coisas, sendo algumas justas e outras não, mas nunca jamais em tempo algum de incoerência e que como qualquer organização que se preze tem que lutar pelos seus ideais e pelo seu nicho de mercado, perdão de fiéis, e que grave grave é continuarem a olhar para os preservativos como instrumentos de deboche satânico e não redinhas salva vidas.
entretanto encontrei esta fotografia e pronto, cate trumps ratzinger,

15.12.08

ciência económica (?)

governos emprestam dinheiro aos bancos para dinamizar a economia. bancos usam dinheiro para tapar buracos nas contas ou comprar outros bancos. governos apelam (?) aos bancos para usarem o dinheiro emprestado para o finalidade com que foi emprestado e apelam (?) às pessoas para que pressionem (?) os bancos a emprestarem-lhes o dinheiro.

Lilly e o Mapa do Mundo

Esta criatura deliciosa com menos de 2 anos mostra que há americanos que olham para além do próprio umbigo... Até sabe onde é Portugal...

Giro giro é ver o seu sistema de processamento baseado em saltos...

8.12.08

...

aviso prévio: disse há alguns posts atrás que tomamos consciência da morte quando temos filhos. uma das coisas que surge sempre quando se fala sobre esse momento é como queremos que ele se processe nos seus diversos rituais sejam estes religiosos ou sociais. este post pretende apenas e só deixar escrito aquilo que me apetece a mim, aqui e agora no momento em que o escrevo, e não presume nada acerca dos desejos ou convicções daqueles que o lêem. acrescento ainda que digo o que digo depois de ler isto , donde roubo insolentemente esta pérola:




quando eu morrer batam em latas, disse um dia mário sá carneiro roubando para todo o sempre a qualquer um de nós a possibilidade de o gritarmos pela primeira vez. vai daí, e apesar de a minha presunção me levar a tentar usar outras palavras e não apenas essas, saibam caso eu me perca em adjectivos e figuras de estilo que a ideia principal é a mesma e não outra.

não quero missa, porque entre outras razões tal seria ao mesmo tempo a primeira e a última vez que assistiria a uma na totalidade. não quero perto de mim padres ou leituras de textos de escrituras ou hossanas ou améns e sinos também não quero. se música houver e a solenidade do momento não permitir que passem ainda que só uma vez o hino do porto então deixem tocar bem alto o buena vista social club ou bem baixo o requiem de mozart. levem ou não cruzes e crucifixos e benzam-se se se essa for a vossa vontade. vistam roupas confortáveis e sapatos simpáticos que permitam estar de pé porque não quero, do além, ser causador de bolhas ou calosidades. quanto a mim não me vistam o fato que tenho nem as gravatas que me apertam mas deixem-me antes estar de levi´s e de t-shirt. não me ponham em igrejas frias e escuras ou salas assépticas de funerárias, deixem-me antes estar ainda que só um pouco mais em casa e quando o tempo chegar levem-me num carro bem colorido até ao crematório mais próximo porque não quero caixas de madeira com terra em cima e também não quero gavetas de mármore e também não quero placas com epitáfios pífios. saibam ainda que não quero ficar numa urna em cima da lareira ou fechado num armário. juntem-se em bando e espalhem as cinzas num rio ou num lago ou no mar. ao 7º dia, ou ao 4º ou ao 5º ou em qualquer um deles desde que seja um sábado ou domingo ou feriado, juntem-se novamente à volta de uma mesa e beijem-se e abracem-se e comam se fome tiverem. sirvam tremoços e amendoins e azeitonas e certifiquem-se que haja francesinhas e camarão e alheira. bebam finos e vinho tinto a prazer e se vos der para isso contem uns aos outros histórias vossas e minhas. sejam, se puderem, inconvenientes e evitem a todo o custo os silêncios incómodos e pomposamente pesarosos mas nunca em tempo ou lugar algum se refiram a mim como o falecido.

5.12.08

não sei...

no que vai dar todo este novelo caótico da avaliação dos professores mas depois do que se passou na pasta da saúde parece-me pouco importante a contabilidade dos avanços e recuos e cedências das partes em confronto, sejam estes reais ou apenas percepcionados.
do que não tenho muitas dúvidas é que o pior resultado possível seria uma derrota clara da ministra e por maioria de razão do governo, porque constituiria talvez a derradeira e definitiva prova da irremediável natureza estática e imutável de uma sociedade arcaica e tristemente refém de alguns dos seus subgrupos, poderosos pela facilidade que possuem para interferir com a harmonia do todo (sejam estes taxistas, professores, médicos, camionistas, ou outros que tais...)
a outra consequência para lá de negativa deste cenário seria elevar à categoria de homem imprescindível mário nogueira, o bigode marxista-leninista contemporâneo do momento (irra que isto é um contra-senso que até dói...), sindicalista profissional 24/7 (e sim, isso para mim é quase inconcebível).

4.12.08

coisas que fazemos quando achamos que ninguém está a ver...ou...post que mesmo não parecendo é sobre a avaliação dos professores

uma vez há muitos e muitos anos atrás um primo meu que era assim pró muito pequenito em idade e tamanho estava em minha casa ocupado a tirar moncos do nariz e foi com um mal contido orgulho que observou o resultado da sua exploração digital e foi com um nada contido embaraço que viu que o meu irmão tinha visto a cena e foi com aparente vergonha que obedeceu à ordem olha que isso não se faz e vai lá deitar isso ao lixo e eis que aqui chegados foi com total surpresa que vimos os dois (o meu irmão e eu) o tipo decidir sabe-se lá bem porque carga de água que em vez de entrar na cozinha e deitar o monco no balde de lixo ia mas é entrar na sala e chegar à beira da mesa de jantar e dobrar-se e ajoelhar-se e colar o monco algures debaixo do tampo.

2.12.08

Loucuras...

Ideias para infernizar o statu quo...

30.11.08

A não perder.......em Serralves


Juan Muñoz, Many Times, 1999 (detail)

28.11.08

coisas que claramente preferimos ignorar...

um brutal artigo de opinião de pedro rosa mendes sobre timor leste.
na mesma semana em que xanana está em portugal e em que a única notícia parece ser o facto de também ele querer comprar milhares de magalhães...

25.11.08

K.I.S.S.

podem assinar o contrato em branco e deixem o gajo decidir quanto quer ganhar.
ou podem somar os ordenados do mariano e do guarín e do benitez e do farías e do bollati e ainda juntar o do adelino caldeira e ainda multiplicar tudo por 2.

23.11.08

...

e sempre tive alguma direi mesmo muita queda para no meio de um qualquer grupo ser o bobo de serviço ou pelo menos tentar, ou ser o centro das atenções ou pelo menos tentar, tendência esta clara e inequivocamente ligada a uma mal disfarçada forma de combater uma leve sensação de insegurança física que sempre me assaltou, talvez derivada primordialmente do facto de ter umas orelhas um bocado tipo dumbo e a certeza de que, um dia num futuro cada vez mais próximo, serei careca.
e vai daí essa tal queda para a palhaçada e também, é forçoso assumi-lo, o muito poucas vezes combatido hábito de transformar outro ou outros elementos do tal qualquer grupo em saco de pancada via gozação verbal, mania esta grandemente facilitada pela feliz e rara conjugação duma esperteza saloia algo destemperada mas temperada por doses pouco comuns de cinismo.
e apesar de ser um tipo pouco dado à introspecção sempre estive bem ciente da minha forma de ser ou melhor dizendo de estar e como sou um feroz partidário do lema não faças aos outros o que blá blá blá, dir-vos-ei sem grande receio de ser desmentido que apesar de ter sido e frequentemente continuar a ser muitas vezes exagerada e desbocadamente inapropriado, nunca em tempo ou lugar algum, alguém algum dia me viu ou ouviu reproduzir algo do estilo desbloqueadores de conversa idiotas do tipo então quando casas e então para quando é o primeiro e então para quando é o segundo e etc e tal e coisa e aí por diante.
e acho sinceramente que quando encontramos alguém com quem a nossa conversa acabou o ideal é assumir o silêncio e o seu desconforto.
e ,ou seja, explicando-me por palavras mais dadas a serem entendidas, serve este tipicamente longo intróito para vos dizer que estas frases mexem com os meus folículos mais pilosos porque revelam doses maciças de presunção, tanto própria como projectada.
sentimos todos, presunçosos ou não, uma pouco saudável necessidade de formatar e de enquadrar e de padronizar os outros com recurso a formas ou critérios mais ou menos morais e mais ou menos sociais, acção essa que naturalmente não gostamos de ver aplicada a nós próprios.

e dito isto, este post surge porque me ocorreu um desses conceitos muito batido e algo presunçoso, neste caso sobre o que significa ser pai, ou mãe já agora, e como essa condição é no fundo o maior risco possível porque encerra ao mesmo tempo o maior potencial imaginável de felicidade mas também de dor e como essa condição é em última análise a dolorosa tomada de consciência da realidade da morte.

12.11.08

boladecristal

daqui a umas semanas maria de lurdes rodrigues hoje em dia conhecida como ministra da educação vai descobrir um cansaço ou uma falta de motivação ou uma necessidade de se proteger a si mesmo ou melhor ainda à sua família de todo este mediatismo.
pesaroso e sempre elogioso do trabalho por ela realizado josé sócrates estará a seu lado agradecendo a sua dedicação e negando naturalmente que esta situação signifique uma inflexão no nobre caminho a prosseguir pelo ministério da educação. uma estranha coligação de gente com sobrenomes variados assim tipo nogueira e alegre e louçã e portas vai surgir e conseguir ao mesmo tempo e com a mesma cara dizer que era a única maneira e que ela já era parte do problema e não da solução e desejar que tudo mude para que tudo fique na mesma. vamos ouvir professores e alunos e pais e comentadores variados nos canais abertos e nos canais fechados a passar uns dias a dissecar a coisa dissertando pela enésima vez numa qualquer versão do prós e contras com uma qualquer fátima campos ferreira a interrompê-los. vamos descobrir que o busílis estava na falta de método da senhora e na falta de capacidade da senhora para comunicar e na falta de capacidade da senhora para motivar os profissionais da classe sem a qual nenhuma reforma educativa pode chegar a bom porto. ou muito me engano ou também vamos descobrir, possivelmente por estas mesmas pessoas, que surpresa das surpresas, o legado da senhora terá enfim olhando com jeitinho e bonomia uma ou outra coisa medianamente positiva, como a estabilidade plurianual do corpo docente nas escolas ou a colocação a tempo e horas dos professores nas escolas ou o encerramento das escolas quase sem alunos e quase sem condições ou a introdução do horário completo nove às cinco nas escolas ou o inglês e a música nas escolas ou o aumento das refeições nas escolas.
vamos talvez relembrar ao de leve que algumas destas medidas andam a ser exigidas desde que o mundo é mundo e vamos talvez relembrar ao de leve que talvez tenhamos visto há pouco tempo um filme com um enredo parecido mas com outro actor, perdão, ministro, e vamos talvez pensar ao de leve em conceitos como ter boa ou má imprensa e ser ou não ser bode expiatório.

adenda: diz-me um grande amigo que este modelo de avaliação é mau e eu acredito. digo eu que isso sendo importante não deixa, ao mesmo tempo e sem contradição, de ser acessório.
e não, não estou a falar só dos professores. podiam também ser juízes ou médicos ou engenheiros ou enfermeiros ou etc. estou sim a falar, ou na realidade a escrever, sobre uma mentalidade que acha ainda e sempre que o mérito é um conceito malino e maligno inventado por neoliberais para facilitar despedimentos e conter custos e que avaliar sim mas de preferência o conjunto e não indivíduo a indivíduo porque isso como está bom de ver diferencia as pessoas e porque isso discrimina as pessoas e porque isso pode até magoar as pessoas. avaliação sim mas assim não, podia bem ser o lema de um país que (tal como muitos outros que eu cá não tenho essa mania que nós por cá somos maus mas lá fora é que é...) "nem se reforma nem se deixa reformar".

11.11.08

enfim...

admito que a culpa pode ser minha que tenho tendência para ser embirrento e admito que há dezenas ou provavelmente até uma ou talvez mesmo duas centenas de outros deputados muito mais inúteis e admito até que gosto mais de prosa do que de poesia e finalmente admito ainda que me enervam tipos com a mania/necessidade de se autoproclamarem baluartes do livre pensamento e reservas morais da nação mas tenho duas coisas a dizer sobre o manuel alegre, sendo que a primeira é a constatação óbvia e ululante de que o trabalho de um deputado pode ser muitas coisas mas não é certamente passar quatro anos a preparar nova campanha eleitoral pessoal e a segunda é a ululante e óbvia constatação de que o homem só não sai do ps porque lhe dá jeito para continuar a alimentar a sua fama de espírito livre a mim ninguém me cala olha para mim a defender aqui o meu quadrado até à última gota de sangue...

10.11.08

canal memória...



se bem me lembro ainda houve um golo anulado ao jardel por ter sido agarrado...

6.11.08

reflexão sobre o post anterior, exagerada no número de carateres usados mas valorizada por ter mais ou menos a meio três fotos da deborah secco

nos dias que correm uma da disciplinas mais em voga é a da comunicação, o que se pode constatar pelo absurdo número de manuais de auto ajuda presentes nos escaparates (palavra que merecia ser usada mais vezes...) e que prometem fazer do eventual e incauto leitor um ás na difícil arte de se fazer entender por outrém. vem isto a propósito de um post anterior cujo conteúdo principal volto a reproduzir aqui para facilitar a compreensão do que seguidamente se irá expor.


ora qualquer indivíduo portador de preconceito de base cultural ou social que aplique sobre o fenómeno do futebol poderá olhar para a mensagem que aqui se transmite e esboçar um sorriso que nascerá de uma amálgama composta pela apreciação inerente à ironia da frase e ao interessante uso do conceito de insulto na forma de uma questão e à curiosa gramática da coisa e ainda à evocação de imagens associadas a uma das personagens referidas, imagens essas que novamente num espírito de facilitar a compreensão do exposto passo a exemplificar:




ora como de entre os muitos conceitos de que eu sou portador, sendo que alguns caiem claramente na categoria de pre- e outros são mais tipo pós-, não faz parte esse a que aludi anteriormente sobre o futebol, esta imagem e agora refiro-me à primeira e por maioria de razão não à segunda nem à terceira nem sequer à quarta, sugere-me que o indivíduo ou indivíduos que a elaboraram longe de ser ou serem meros grunhos sem nada de jeito para fazer são antes atentos estudiosos da tal arte da comunicação, teoria abstrusa mas pertinente que passo a explicar decompondo em partes o todo:

ROGER, - começam eles identificando com apreciável sucesso o destinatário da mensagem, o que é de capital importância para a eficácia pretendida com a mesma e representa o be-à-bá do bom comunicador.

SE TU É CAPAZ DE COMER A DEBORAH SECCO, - prosseguem com uma primeira afirmação ao nível gramatical da sarah palin mas cujo génio se baseia na sua veracidade factual de todos bem conhecida e ainda na capacidade de reter totalmente a atenção do leitor por levar de imediato o seu consciente para algumas das imagens já expostas, no caso a segunda e a terceira e a quarta.
É CAPAZ DE FAZER UNS GOLS, NÉ, FILHO DA PUTA?, - concluem os excelsos autores deixando a pairar na estratosfera mediática uma pergunta que contém em si mesma não só uma óbvia vertente retórica mas também uma exortação à prossecução de uma acção. Atente-se ainda na utilização da técnica do reforço positivo ao destinatário da mensagem que vê a sua auto-estima reforçada por ser o único na equipa a merecer esta distinção e de forma mais significativa por ver relembrada a sua condição de presumivelmente único comedor da deborah secco.
Darei por finda esta duvidosa reflexão não sem antes salientar dois elementos constantes da dita cuja mensagem que por estarem repletos de uma apreciável dose de machismo subjacente são consequentemente merecedores de crítica: o questionável e diga-se mui duvidoso papel de objecto passivo atribuído à deborah secco e a referência gratuita e largamente desnecessária à eventual ocupação profissional da mãe do destinatário.
O facto de as convenções sociais modernas ditarem que mais uma vez o pai do dito destinatário tenha sido incompreensivelmente ignorado será objecto de análise posterior, talvez num dia com temperatura exterior mais amena e menor risco de pluviosidade.

lógica

"A filosofia da lógica distingue-se da lógica filosófica aristotélica , que não estuda problemas levantados por lógicas particulares, mas problemas filosóficos gerais, que se situam na intersecção da metafísica, da epistemologia e da lógica. .... Em qualquer caso, o importante é não pensar que a lógica filosófica é um género de lógica, a par da lógica clássica, mas «mais filosófica»; pelo contrário, e algo paradoxalmente, a lógica filosófica, não é uma lógica no sentido em que a lógica clássica é uma lógica, isto é, no sentido de uma articulação sistemática das regras da argumentação válida."



Pimenta no cú dos outros...

Os adeptos ingleses do futebol estão sempre a criticar os jogadores latinos por se "atirarem para a piscina" chamando-lhes "divers". Costumam vir com moralidades relacionadas com a verdade desportiva, etc, etc. Exemplos não faltam, desde os adeptos do Celtic após a final de Sevilha até ao Harry Redknapp, recentemente após o seu ex-clube Portsmouth ter levado 3 batatas do Braga para a taça UEFA.

José Mourinho, influenciado pelos 4 anos a trabalhar em Inglaterra, referiu-se a esse assunto há cerca de 3 semanas mostrando ter mudado a sua maneira de querer ganhar. Aquele Mourinho que fazia de tudo para ganhar (lembram-se de uma célebre cena com um jogador da Lazio na 1ª mão das meias-finais da Taça UEFA de 2003, em que impediu um lançamento rápido da equipa italiana?), quer agora passar a ideia de que está mais maduro e que afinal não vale tudo para atingir vitórias no campo. Digo quer passar a ideia porque duvido que ele esteja assim tão transformado. Mourinho apelidou de "divers" ou "ex-divers" jogadores como Drogba, Torres e Cristiano Ronaldo. Surpreendeu-me a referência ao Costa-Marfinense que é um dos seus jogadores preferidos, mas ele lá sabe do que fala...

Eu sempre fui pelo futebol "limpo". Tanto quando jogo, como quando assisto, gosto de ganhar sem batota e sem dureza. Já aqui deixei a minha opinião sobre um jogador italiano que, na minha opinião, já não devia passear-se pelos relvados. Claro que não sou ingénuo e as faltas às vezes são inevitáveis e existem para serem feitas e os cartões para serem mostrados.

Aprecio posições de fair-play como a célebre do Wenger que pediu para repetir um jogo ou a de um jogador que disse ao árbitro que não havia sofrido penalty quando este o havia assinalado.

Como isto já vai longo, para não me perder mais, vou directo ao assunto. Entre os ditos moralistas e críticos dos "divers", os de Liverpool tiveram que engolir um sapo muito grande nesta 3ª feira quando o insuspeito Steven Gerard inventou uma nova técnica de "diving" no último minuto dos descontos, quando a sua equipa se preparava para perder por 0-1 contra os madrilenos do Atlético. Viram-nos a criticar? Eu não! Festejaram como outro golo qualquer que lhes salvou um jogo.

Não esperava ver isto de um jogador que muito aprecio. Isto só veio mostrar que é mesmo refresco...
Com tecnologia do Blogger.