Trata-se afinal, caríssimos colegas cá do estaminé e demais eventuais se bem que pouco prováveis leitores, de saber se os peitos fazem parte da genitália feminina.
As suecas, quem meu deus se não sempre as suecas essas louras grandes e jeitosas e vacalhonças que no verão andam incansáveis pelos algarves a exibir os marmelos, estão em pé de guerra porque exigem que "as mulheres possam fazer topless em todos os lugares nos quais os homens podem ficar sem camisas". A profunda angústia existencial da questão é suficiente para deixar de rastos o mais empedernido dos machos. Ando eu até às tantas a ver debates e a perder horas de sono com grave sacríficio da harmonia familiar só para tentar decidir se voto, no sentido metafórico da coisa, no Obama ou na Hillary, e as ikeas estão stressadas porque querem mostrar o mamalhal? Isto assim não se aguenta. Nem sei que diga, asssuntos destes deixam-me visivelmente nervoso. Deve ou não haver limites quantificados para a exibição das carnes? O cerne da questão é a volume da mama em si ou é só a visão do mamilo que escandaliza? E se as suecas quiserem usar fio dental e mostrar os generosos nadegueiros? Como é? É falta? Pecado? Provocação? Enfim, ele há coisas que me ultrapassam.
os quatro elementos da natureza os quatro pilares da sabedoria os quatro atributos do corpo os quatro cavaleiros do apocalipse
8.2.08
7.2.08
1.2.08
8 verdades.
1- O Público é um jornal de referência.
2- O Público é quase sempre credível.
3- O Público faz boa investigação.
4- O Público é a voz do dono.
5- O Público parece obcecado em investigar a vida e os actos do primeiro-ministro.
6- O Belmiro culpa o Sócrates por não ter conseguido a PT.
7- O Sócrates é um indivíduo com poucos escrúpulos, pouco dado a questões éticas, pelo que se conclui que é igualzinho a todos os outros políticos que chegaram ao topo.
8- Primeiro era gay, depois foi o Freeport, depois a licenciatura e agora as assinaturas da década de 80. Se não tiverem cuidado ainda conseguem por o homem no pedestal de político corajoso, vítima de uma campanha difamatória movida pelo polvo dos interesses escondidos.
2- O Público é quase sempre credível.
3- O Público faz boa investigação.
4- O Público é a voz do dono.
5- O Público parece obcecado em investigar a vida e os actos do primeiro-ministro.
6- O Belmiro culpa o Sócrates por não ter conseguido a PT.
7- O Sócrates é um indivíduo com poucos escrúpulos, pouco dado a questões éticas, pelo que se conclui que é igualzinho a todos os outros políticos que chegaram ao topo.
8- Primeiro era gay, depois foi o Freeport, depois a licenciatura e agora as assinaturas da década de 80. Se não tiverem cuidado ainda conseguem por o homem no pedestal de político corajoso, vítima de uma campanha difamatória movida pelo polvo dos interesses escondidos.
Um elefante numa loja de porcelana...
É esta a única imagem que pode minimamente fazer justiça à actuação do novo bastonário dos advogados. Num país em que recentemente algumas figuras com motivações e/ou timings no mínimo discutíveis (Paulo Morais, João Cravinho, Catalina Pestana, etc...) descobriram que basta gritar aqui d'el rei que há por aí corrupção e crime para serem logo alçados à categoria de heróis nacionais, é refrescante ver alguém que o faz no exacto momento em que chega à mó de cima e em que seria tão mais fácil ceder ao conforto do status quo. Depois de dezenas de figuras que se ficam pelas denúncias genéricas do tipo Octávio Machado vocês sabem do que eu estou a falar, eis que nos chega este indíviduo a chamar os bois pelos nomes. Muitos dirão que a forma e o contéudo das declarações são pouco próprios para alguém com as suas funções, mas a verdade é que é só por ocupar essas funções que aquilo que o homem está a fazer pode vir a ter alguma repercussão.As reacções dos poderes instalados serão imediatas. Ou muito me engano ou nos próximos tempos vamos descobrir que o gajo fumou uns charros na faculdade, que apalpou uma secretária, que cospe para o chão e tira macacos do nariz, que beneficiou com inúmeras cunhas primos filhos e sobrinhos, que tem motivações suspeitas, etc e tal.
Se o homem não se calar pode até ser que no meio do caos e dos cacos se consiga limpar um pouco da podridão de que todos falam mas ninguém tem coragem de atacar...
29.1.08
Toca o telefone
Pouso no sofá o prato com as cascas e os três quartos de maçã que ainda não comi e enquanto mastigo o outro quarto suspiro e levanto-me lentamente e também lentamente arrasto-me até lá e resmungo para dentro que há de ser um destes dias que hei-de deixar de ter telefone fixo.
-Estou?, digo eu num tom de voz neutro mas ainda assim notoriamente sensual;
-Boa noite. Quem fala?, diz uma voz feminina apenas e só neutra;
-Quem fala daí?, resmungo eu;
-É a Luísa e queria falar com o dono da casa;
-Qual é o assunto? digo eu enquanto tento disfarçar o facto de estar a ruminar os últimos pedaços do quarto de maçã;
-O assunto é para ser falado só com o dono da casa, responde a voz com um mal disfarçado enfado;
-Minha senhora, ou me diz qual é o assunto ou esta conversa acaba aqui, digo eu com voz de maçã fuji daquelas boas mesmo durinhas;
-Então boa noite, diz a gaja;
-Então boa noite, digo eu.
-Estou?, digo eu num tom de voz neutro mas ainda assim notoriamente sensual;
-Boa noite. Quem fala?, diz uma voz feminina apenas e só neutra;
-Quem fala daí?, resmungo eu;
-É a Luísa e queria falar com o dono da casa;
-Qual é o assunto? digo eu enquanto tento disfarçar o facto de estar a ruminar os últimos pedaços do quarto de maçã;
-O assunto é para ser falado só com o dono da casa, responde a voz com um mal disfarçado enfado;
-Minha senhora, ou me diz qual é o assunto ou esta conversa acaba aqui, digo eu com voz de maçã fuji daquelas boas mesmo durinhas;
-Então boa noite, diz a gaja;
-Então boa noite, digo eu.
23.1.08
É o sistema!
Como em tantos outros momentos ao longo dos últimos anos, cá está a resposta certa na altura certa.
22.1.08
...
21.1.08
De volta...
Ontem, mais de 1 ano depois da lesão no LCA (ligamento cruzado anterior) voltei a participar num jogo de futebol... Num papel mais defensivo e de distribuidor, mas sempre muito activo pois senti que tenho o joelho em condições de novo.
Tal como regressei aos "relvados", vou procurar aparecer mais vezes por aqui...
Até breve!
Tal como regressei aos "relvados", vou procurar aparecer mais vezes por aqui...
Até breve!
16.1.08
Pensar.
Há quem o faça no trânsito no meio das buzinadelas e dos sons do rádio e há quem opte pela tranquilidade do WC caseiro onde o relaxamento esfinctérico convida à meditação e há quem necessite de andar e quem goste de estar parado e quem o faça melhor com a ajuda de um cigarro. Eu normalmente penso enquanto lavo a louça e hoje imbuído num odor a super pop maça veio-me à memória a recordação da problemática essencial da vivência de qualquer homem enquanto se encontra preso naquele limbo interminável de acne e desolação a que se convencionou chamar adolescência: qual é afinal a melhor estratégia para sacar gajas? E porque é que até aquele idiota de óculos e cabelo rançoso e hálito a cebola consegue e eu, enfim, muito pouco ou nada?
Vai daí e por conseguinte, beneficiando da lucidez de espírito que só os anos de distanciamento de várias experiências traumáticas podem trazer, ficam algumas das minhas noções do que não fazer:
- não andem sempre de fato-de-treino até ao 8º ano. É confortável claro, mas torna mais difícil que alguém vos leve a sério.
- evitem passar os intervalos das aulas a jogar futebol ou basket. O odor a sovaqueira não é algo a que queiram ficar associados.
- tenham cuidado com a quantidade e o tipo de bebidas alcoólicas que ingerem. A cerveja é apropriada à idade e sabe mesmo bem com tremoços mas o hálito resultante é medonho. Por outro lado as bebidas brancas são claramente mais cool mas misturas ambiciosas ou o consumo de grandes quantidades, se bem que capaz de impressionar os elementos femininos, resultará invariavelmente num final de noite pouco digno com o Gregório, risco que não quererão correr. Sendo assim, reservem as grandes bebedeiras para noitadas só de rapazes.
- ainda no campo do álcool, não se deixem arrastar para situações de apoio a amigos necessitados. Enquanto vocês lhe seguram a cabeça e o deixam vomitar em cima dos vossos sapatos novos, outro gajo estará a aproveitar para avançar sobre a miúda. Se se tratar de um grande amigo, assegurem-se que ele está em posição lateral de segurança e num sítio onde não haja grande risco de ser atropelado ou espezinhado. O vosso dever acaba aí.
- tentem estar quase sempre bem dispostos e usem amiúde o vosso sentido de humor mas cuidado para não abusar. A distância entre ser um gajo com piada ou o bobo do grupo é uma linha muito ténue.
- não tenham medo de ser só amigos mas, novamente, esta é outra área em que devem proceder com muito cuidado. É relativamente simples chegar a ser olhado como “um bom amigo”. O diabo é depois conseguir descolar dessa imagem.
- quando finalmente conseguirem entrar na discoteca da moda, convém que não tenham de vir para casa antes da noite começar a aquecer e evitem a todo o custo que a vossa mãe vos vá buscar ou pelo menos que alguém veja esse momento. Por favor apanhem um táxi ou combinem dormir em casa de algum amigo com pais mais liberais.
- em relação à dança procurem não ser demasiado efusivos. Saltar demais é folclórico e para além disso resulta nos tais odores corporais pouco convidativos que já abordámos em cima. O ideal são movimentos curtos, mais à base de ombros e com leve oscilar em vaivém das pernas. Os braços devem preferencialmente manter-se perto do tronco e em todos os momentos tenham sempre muita atenção com as expressões faciais (abrir muito a boca para gritar o refrão pode deitar tudo a perder)
….
Quanto a conselhos mais pró-activos, no campo das coisas a fazer só me ocorrem 2 ideias:
- se forem daqueles gajos com boa pinta, assim a modos que giros e normalmente alvo dos olhares embevecidos das miúdas, dir-vos-ei apenas e só baseado naquilo que fui vendo ao longo dos anos que o ideal é não fazerem absolutamente nada. Falem pouco, adoptem um ar misterioso q.b. e deixem-se estar quietinhos de preferência com um ar pensativo, um cigarro numa mão e uma bebida na outra. A paciência é uma virtude pela qual serão recompensados.
- se por outro lado não cumprirem os requisitos acima definidos, digo-vos não sem um leve sentimento de vergonha que a melhor estratégia é jogarem a cartada do sofredor. Sem abusar, apenas o suficiente para que ela sinta a necessidade de vos consolar no vosso momento de fragilidade emocional. Algures no meio das festinhas no cabelo e dos abraços apertados, estará a altura certa, provavelmente única e irrepetível, para arrancar aquele que é sem dúvida o mais difícil mas talvez o mais compensador dos momentos: o primeiro beijo.
Enfim, que jeito teria dado saber algumas destas coisas há 15 anos atrás…
Vai daí e por conseguinte, beneficiando da lucidez de espírito que só os anos de distanciamento de várias experiências traumáticas podem trazer, ficam algumas das minhas noções do que não fazer:
- não andem sempre de fato-de-treino até ao 8º ano. É confortável claro, mas torna mais difícil que alguém vos leve a sério.
- evitem passar os intervalos das aulas a jogar futebol ou basket. O odor a sovaqueira não é algo a que queiram ficar associados.
- tenham cuidado com a quantidade e o tipo de bebidas alcoólicas que ingerem. A cerveja é apropriada à idade e sabe mesmo bem com tremoços mas o hálito resultante é medonho. Por outro lado as bebidas brancas são claramente mais cool mas misturas ambiciosas ou o consumo de grandes quantidades, se bem que capaz de impressionar os elementos femininos, resultará invariavelmente num final de noite pouco digno com o Gregório, risco que não quererão correr. Sendo assim, reservem as grandes bebedeiras para noitadas só de rapazes.
- ainda no campo do álcool, não se deixem arrastar para situações de apoio a amigos necessitados. Enquanto vocês lhe seguram a cabeça e o deixam vomitar em cima dos vossos sapatos novos, outro gajo estará a aproveitar para avançar sobre a miúda. Se se tratar de um grande amigo, assegurem-se que ele está em posição lateral de segurança e num sítio onde não haja grande risco de ser atropelado ou espezinhado. O vosso dever acaba aí.
- tentem estar quase sempre bem dispostos e usem amiúde o vosso sentido de humor mas cuidado para não abusar. A distância entre ser um gajo com piada ou o bobo do grupo é uma linha muito ténue.
- não tenham medo de ser só amigos mas, novamente, esta é outra área em que devem proceder com muito cuidado. É relativamente simples chegar a ser olhado como “um bom amigo”. O diabo é depois conseguir descolar dessa imagem.
- quando finalmente conseguirem entrar na discoteca da moda, convém que não tenham de vir para casa antes da noite começar a aquecer e evitem a todo o custo que a vossa mãe vos vá buscar ou pelo menos que alguém veja esse momento. Por favor apanhem um táxi ou combinem dormir em casa de algum amigo com pais mais liberais.
- em relação à dança procurem não ser demasiado efusivos. Saltar demais é folclórico e para além disso resulta nos tais odores corporais pouco convidativos que já abordámos em cima. O ideal são movimentos curtos, mais à base de ombros e com leve oscilar em vaivém das pernas. Os braços devem preferencialmente manter-se perto do tronco e em todos os momentos tenham sempre muita atenção com as expressões faciais (abrir muito a boca para gritar o refrão pode deitar tudo a perder)
….
Quanto a conselhos mais pró-activos, no campo das coisas a fazer só me ocorrem 2 ideias:
- se forem daqueles gajos com boa pinta, assim a modos que giros e normalmente alvo dos olhares embevecidos das miúdas, dir-vos-ei apenas e só baseado naquilo que fui vendo ao longo dos anos que o ideal é não fazerem absolutamente nada. Falem pouco, adoptem um ar misterioso q.b. e deixem-se estar quietinhos de preferência com um ar pensativo, um cigarro numa mão e uma bebida na outra. A paciência é uma virtude pela qual serão recompensados.
- se por outro lado não cumprirem os requisitos acima definidos, digo-vos não sem um leve sentimento de vergonha que a melhor estratégia é jogarem a cartada do sofredor. Sem abusar, apenas o suficiente para que ela sinta a necessidade de vos consolar no vosso momento de fragilidade emocional. Algures no meio das festinhas no cabelo e dos abraços apertados, estará a altura certa, provavelmente única e irrepetível, para arrancar aquele que é sem dúvida o mais difícil mas talvez o mais compensador dos momentos: o primeiro beijo.
Enfim, que jeito teria dado saber algumas destas coisas há 15 anos atrás…
15.1.08
Sugestão...
13.1.08
...
Estou sem internet em casa há mais de 3 semanas. Dito assim parece insignificante mas a verdade, nua e crua como deve ser sempre, é que tem sido um período doloroso para mim. Não se trata propriamente de uma dor do tipo físico como entalar os dedos ao fechar uma gaveta ou trilhar a pila num fecho éclair. Diria que é mais um desconforto, uma espécie de angústia existencial, uma síndrome de abstinência. Obriga-me ainda por cima a parasitar de forma vergonhosa todo e qualquer local onde me apanhe a sós com um computador ligado à rede...Eis-me portanto em casa dos meus sogros a alimentar este tão maltratado vício.
Resumindo em parcas palavras os fenómenos da actualidade:
- por cá não há referendo e afinal deu à costa o aeroporto de Benavente e do Montijo mas que se chama de Alcochete. Ambos os processos constituem exemplos acabados da forma especialmente esdrúxula como se decide nas nossas cúpulas de poder, mas apesar de tudo e quando a poeira pousar o que fica são 2 decisões que me parecem lógicas.
- lá por fora 2 notas merecedoras de inegável destaque: 1) as lágrimas de Hillary salvaram-na para já do furacão Obama, o novo messias mediático da mudança; 2) Sarkozy prepara-se para sacar a Carla Bruni...
- quanto ao resto e para não vos causar muito fastio, Lucho e Lisandro, Lisandro e Lucho, uma sociedade dentro de uma equipa, que a mim que já se sabe sou um gajo chegado aos sentimentalismos me traz mais lágrimas aos olhos que cortar cebolas para refogados.
Resumindo em parcas palavras os fenómenos da actualidade:
- por cá não há referendo e afinal deu à costa o aeroporto de Benavente e do Montijo mas que se chama de Alcochete. Ambos os processos constituem exemplos acabados da forma especialmente esdrúxula como se decide nas nossas cúpulas de poder, mas apesar de tudo e quando a poeira pousar o que fica são 2 decisões que me parecem lógicas.
- lá por fora 2 notas merecedoras de inegável destaque: 1) as lágrimas de Hillary salvaram-na para já do furacão Obama, o novo messias mediático da mudança; 2) Sarkozy prepara-se para sacar a Carla Bruni...
- quanto ao resto e para não vos causar muito fastio, Lucho e Lisandro, Lisandro e Lucho, uma sociedade dentro de uma equipa, que a mim que já se sabe sou um gajo chegado aos sentimentalismos me traz mais lágrimas aos olhos que cortar cebolas para refogados.
6.1.08
Everybody's Free to Wear Sunscreen
Enquanto passeava em Berlin e reflectia sobre o que fazer da minha vida em 2008 o Alex mostrou-me esta música adaptada em 1999 pelo Baz Luhrmann e baseada num alegado discurso realizado numa cerimónia de formatura no MIT:
Podem saber mais sobre Everybody's Free to Wear Sunscreen no Wikipedia
Podem saber mais sobre Everybody's Free to Wear Sunscreen no Wikipedia
3.12.07
Coisas que me dão prazer: os Sopranos.
Hoje é um dia triste. A série que mudou a forma de fazer televisão chegou ao fim. Deixo-vos com uma possível explicação da cena final.
23.11.07
1.11.07
...
Outro dia o JB perguntou-me o que se passava com o blogue. Ora a resposta tem tanto de óbvio como de literal: nada.
28.9.07
Estou...
completa e irreversivelmente viciado no you tube. Horas e horas e dias e dias perdidos a pesquisar sobre tudo aquilo que me vem à cabeça e depois ainda algo mais além disso. Ele é músicas, ele é futebol, ele é filmes, best of's disto e daquilo, compactos e colectâneas, enfim, por mais voltas que dê deparo-me sempre com alguma coisa que me deixa banzado e que às vezes, mas ainda assim e para vosso contentamento só mesmo às vezes e nem de perto nem de longe todas as vezes que me apetece, dizia eu que às vezes lá acabo por postar a dita cuja alguma coisa.
No caso em apreço, o busílis é que quando ouço alguém falar por exemplo do melhor actor de sempre e lá surgem os inevitáveis ai seguramente o de niro ou o pacino, ou o james dean que pobrezinho morreu tão novinho, ou o clooney e o jude law que são tão sexy, ou mesmo o sean penn sempre com aquele ar de quem chupou limão e nos vai violar a família toda, eu, pausa para respirar, só me lembro do edward norton. Enfim, manias...
No caso em apreço, o busílis é que quando ouço alguém falar por exemplo do melhor actor de sempre e lá surgem os inevitáveis ai seguramente o de niro ou o pacino, ou o james dean que pobrezinho morreu tão novinho, ou o clooney e o jude law que são tão sexy, ou mesmo o sean penn sempre com aquele ar de quem chupou limão e nos vai violar a família toda, eu, pausa para respirar, só me lembro do edward norton. Enfim, manias...
22.9.07
13.9.07
Em defesa do Felipão
1. Portugal jogou muito, muito mal, principalmente na 2ª parte. Na minha opinião, se individualmente houve claramente jogadores com prestações muito abaixo do que seria de esperar, a equipa apresentou-se muito pouco coesa e muito mal posicionada do ponto de vista táctico - a defesa esteve demasiado recuada, permitiu-se demasiado espaço entre a defesa e o ataque, os jogadores mostravam-se desorientados sem conseguir perceber se deveriam abrandar o ritmo de jogo e fazer circular a bola ou se deveriam tentar sair com rapidez para o contra-ataque para marcar o segundo golo. Portanto, quando o árbito apitou para o final, desliguei a TV desolado com a péssima exibição e totalmente convencido que o principal responsável do mau resultado foi o Scolari.
2. O Scolari é um vencedor e um grande campeão. O Scolari fez mal em tentar agredir o jogador Sérvio. O Scolari tem atenuantes porque o jogador Sérvio iniciou a provocação junto dos jogadores portugueses e porque sacudiu bruscamente a mão do Felipão antes deste lhe ter tentado dar uma "esquerda". A Imprensa portuguesa não deu importância ao facto do jogador Sérvio ter sido expulso. O Felipão não fez nenhuma cobardia, como seria por exemplo agredir um árbito, nem o seu gesto colocou em causa o esforço da equipa, como ocorreria se por exemplo tivesse sido sido expulso durante o decorrer do encontro.
3. Andei possesso durante o dia todo com o linchamento na praça pública do nosso seleccionador. O Felipão errou. Mas o Felipão é um grande campeão, um vencedor que tem feito muitissimo por Portugal. Na minha perspectiva devemos saber defender os nossos nos momentos dificeis, e o Felipão é um dos nossos. Obviamente que temos de saber assumir os nossos erros, e o seleccionador nacional tem de saber dar o exemplo, mas temos de saber reagir com conta e medida, e acho que isso não ocorreu durante a maior parte do dia de hoje. Fique possesso porque acho que a opinião pública portuguesa mais uma vez confudiu as coisas e não soube destrinçar aquilo que verdadeiramente interesa... não se anticipam boas coisas aos portugueses se não souberem defender aqueles que nos honram e se os abandonarem quando eles necessitam do nosso apoio. O Felipão é um grande campeão que eu muito admiro. Fazem muita falta em Portugal vencedores com a fibra do Felipão...
4. Ao principio da tarde pensei se estaria louco ao constatar que a única intervenção pública que espelhava aquilo que eu sentia tinha sido expressa pelo Luis Filipe Vieira...
5. Fiquei feliz por os jogadores terem emitido um comunicado em defesa do nosso Felipão
2. O Scolari é um vencedor e um grande campeão. O Scolari fez mal em tentar agredir o jogador Sérvio. O Scolari tem atenuantes porque o jogador Sérvio iniciou a provocação junto dos jogadores portugueses e porque sacudiu bruscamente a mão do Felipão antes deste lhe ter tentado dar uma "esquerda". A Imprensa portuguesa não deu importância ao facto do jogador Sérvio ter sido expulso. O Felipão não fez nenhuma cobardia, como seria por exemplo agredir um árbito, nem o seu gesto colocou em causa o esforço da equipa, como ocorreria se por exemplo tivesse sido sido expulso durante o decorrer do encontro.
3. Andei possesso durante o dia todo com o linchamento na praça pública do nosso seleccionador. O Felipão errou. Mas o Felipão é um grande campeão, um vencedor que tem feito muitissimo por Portugal. Na minha perspectiva devemos saber defender os nossos nos momentos dificeis, e o Felipão é um dos nossos. Obviamente que temos de saber assumir os nossos erros, e o seleccionador nacional tem de saber dar o exemplo, mas temos de saber reagir com conta e medida, e acho que isso não ocorreu durante a maior parte do dia de hoje. Fique possesso porque acho que a opinião pública portuguesa mais uma vez confudiu as coisas e não soube destrinçar aquilo que verdadeiramente interesa... não se anticipam boas coisas aos portugueses se não souberem defender aqueles que nos honram e se os abandonarem quando eles necessitam do nosso apoio. O Felipão é um grande campeão que eu muito admiro. Fazem muita falta em Portugal vencedores com a fibra do Felipão...
4. Ao principio da tarde pensei se estaria louco ao constatar que a única intervenção pública que espelhava aquilo que eu sentia tinha sido expressa pelo Luis Filipe Vieira...
5. Fiquei feliz por os jogadores terem emitido um comunicado em defesa do nosso Felipão
11.9.07
Alguém consegue perceber...
quem foi a besta que decidiu que a participação da nossa fabulosa selecção de râguebi num mundial não se enquadra na noção de "serviço público" que justifica mostrar todo e qualquer jogo de futebol dos AA's, e já agora dos sub 23 e sub 21 e sub 19 e sub 17???
Somos presenteados com um importantíssimo Portugal - Macedónia, a contar para uma qualificação para um europeu de futebol de sub não sei quantos, em emissão directa de Pedrouços, mas não podemos ver os lobos a jogar contra os All Blacks?
Somos presenteados com um importantíssimo Portugal - Macedónia, a contar para uma qualificação para um europeu de futebol de sub não sei quantos, em emissão directa de Pedrouços, mas não podemos ver os lobos a jogar contra os All Blacks?
4.9.07
3.9.07
2.9.07
24.8.07
...
16.8.07
Entrevista interessantíssima do economista Silva Lopes no Diario económico de hoje. Destaco alguns excertos mais certeiros e polémicos...
"Essa questão dos centros de decisão nacional é um falso problema, uma hipocrisia. O Totta é um bom exemplo: fez a fortuna de Champalimaud, de Roquette e de mais alguns. E nas mãos do Santander traz mais problemas à economia portuguesa do que quando pertencia a Champalimaud? Penso que não. Até é um banco mais eficiente. Hoje não há centros de decisão nacional. É engraçado ver que algumas pessoas que assinaram aquele manifesto venderam depois as suas empresas. A privatização do Totta é um bom exemplo.
...
Não é viável a perspectiva do ministro das Finanças de que o regresso da convergência será em 2009?
É possível… É conhecido que sou pessimista. O comportamento das exportações o ano passado surpreendeu-me um bocado. Mas também temos de colocar a questão em perspectiva, porque em 2006 ainda perdemos alguma quota de mercado, o que acontece desde 1990. Nas exportações e no mercado interno estamos a perder quota de mercado há mais de 15 anos. Não soubemos reagir a este movimento de globalização, de liberalização e de entrada dos novos membros na UE.
O Banco de Portugal revela que o perfil das exportações se tem alterado…
Estamos a registar alguma melhoria na composição das exportações, com mais tecnologia, mas tudo isso ainda tem pouco peso. A grande fonte que tínhamos de vendas para o exterior era o investimento estrangeiro orientado para a exportação. E como temos visto muitos deles têm saído do país. Vão surgindo novos mas não sabemos qual é o peso dos subsídios dados pelo Estado nem o valor acrescentado nacional que criam.
Mas qual a importância disso desde que se crie valor acrescentado?
Mas que valor acrescentado é que vai criar? Duzentos empregados, eventualmente. O resto é tudo estrangeiro: o capital, os equipamentos, os lucros vão para o exterior… O que fica cá? Nem sequer os impostos, fica apenas a remuneração dos empregados. Qual é a relação entre este valor acrescentado e o subsídio que se deu? Este tipo de análise não se faz, não é parte da propaganda oficial…
...
Qual é a sua opinião sobre o projecto do TGV (comboio de alta velocidade)?
No caso do TGV para o Porto nem é preciso estudos económicos. Devemos adiar o projecto. Segundo se afirma vamos ganhar 20 minutos em relação à linha actual. Não vejo qualquer vantagem económica em gastar aqueles mil milhões todos para isso. Ainda por cima depois de se terem gasto já mil milhões de euros na linha do Norte. O que não quer dizer que daqui a dez anos, com mais crescimento económico, não se possa fazer. Não fecho a ideia até porque sou um fã de comboios.
Devia-se dar prioridade à ligação entre Lisboa e Madrid?
Essa ligação é mais por razões de prestígio nacional do que de cálculo económico. Não acredito que vamos ter um tráfego para Madrid que possa tornar a linha rentável a curto prazo. Sou a favor porque será integrada numa rede de transportes europeus e o orgulho nacional ficaria afectado se a linha de TGV acabasse em Badajoz. E, como seja qual for a solução, para o aeroporto é preciso fazer um TGV, prolonga-se até à fronteira.
Não existem razões económicas? Facilita a integração ibérica, há muitos portugueses a trabalhar em Espanha e espanhóis em Portugal…
Não acredito que o TGV possa oferecer preços parecidos com os das companhias aéreas de ‘low cost’. O que é fundamental é uma rede de bitola europeia para mercadorias. Há quem afirme que o TGV, sendo bitola europeia e não sendo rentável para passageiros, será usado para mercadorias. Mas as mercadorias não precisam de TGV. Precisam é de bitola europeia.
O que pensa do debate sobre as alternativas à Ota?
É um tema tão complexo. Tenho-me guiado pelo que os engenheiros vão dizendo. E, como em todas as profissões, dizem coisas diferentes. Convenceram-me de que é preciso outro aeroporto. Na Ota, o que dizem os engenheiros, é que tem custos monstruosos de remoção de solos e o problema de não poder ser ampliado. Se isto é verdade, a escolha da Ota é um disparate. Nem percebo porque se andou a perder tanto tempo com aquilo. Se Alcochete resolver o problema, deve escolher-se essa localização.
...
Pensa que em Portugal existiu uma inversão de valores, um excesso de valorização de casas, automóveis…
Temos uma tradição de valorizar pouco a educação. Em 1960 tínhamos taxas de analfabetismo que os outros países europeus já tinha reduzido para valores mais baixos um século antes. Neste domínio andamos cem anos atrasados. Ultimamente aumentámos o número de alunos, produzimos universitários de um nível muito elevado. Em valor absoluto, comparativamente ao passado, estamos muito melhor. Infelizmente muitos dos bons ficam lá fora. Os portugueses hoje mandam os filhos para a escola, antes não o faziam. Mas não é para aprender é para tirar o canudo. Os pais agridem os professores porque não passam os filhos.
Não se valoriza o conhecimento…
Entre os emigrantes, por exemplo, os portugueses mandam menos os filhos para a universidade que as outras comunidades. Há qualquer coisa de atávico de não valorizar o conhecimento, a formação. O resultado é que temos a população activa da Europa com menos qualificações. E se olharmos para outros países europeus… A Grécia e a Espanha estavam atrasados e ainda estão. Mas se compararmos o progresso deles com o nosso vemos a diferença. Ando a dizer isto há muitos anos. O problema do ensino é a maior vergonha nacional. E é por causa da qualidade. O ensino tem sido governado por grupos de interesses e não pelo interesse nacional. Os pedagogos… Por exemplo, sem exames não conseguimos andar para a frente. Há alguns alunos universitários que não sabem somar um meio com um terço.
...
E a política que esta ministra da Educação está a seguir?
Esta ministra da Educação já tomou medidas muito positivas, mas não fez tanto quanto devia fazer. Tem sido muito atacada, o que é bom sinal. Os ministros que mais admiro no Governo são os que aparecem no fim da classificação na opinião pública. Os ministros da Saúde, da Educação e das Finanças…
O ministro da Saúde não tem falhado na explicação das reformas?
Se calhar quem tem falhado somos todos nós, não é só o ministro. Quando a imprensa o critica porque fechou uma maternidade, deve perceber o que se pode fazer com o que se poupa por isso: melhorar outra maternidade. Por exemplo, aqueles centros de saúde que estavam abertos sempre, durante a noite ia lá uma pessoa ou outra por semana e estavam lá um médico e uma enfermeira, com certeza a dormir, e durante o dia faltavam médicos. Acabou-se com o período nocturno e o diurno é mais eficaz. Toda a gente pensa que o orçamento é um saco sem fundo. Não pode ser. O problema da saúde vai ser o mais grave no futuro. Vamos ter de limitar o apoio sanitário às famílias portuguesas. As pessoas não gostam, mas tem de ser. Não há dinheiro.
...
Não concorda com a baixa de impostos se a situação orçamental melhorar?
De maneira nenhuma. Mesmo que a situação orçamental melhore, há duas rubricas que aumentarão sempre: a segurança social e a saúde. Na educação já se cortou despesa mas provavelmente ainda se pode poupar mais alguma coisa. Assim como ainda se podem cortar despesas em muitos serviços públicos com pessoal a mais. Mas se olharmos para o que gastamos em segurança social comparativamente a outros países europeus, e com o que está a acontecer à mortalidade e natalidade, verificamos que a despesa vai ter de aumentar. Mesmo com as medidas já tomadas na segurança social, uma das mais importantes adoptadas por este Governo.
...
Esta eficácia fiscal não começa a violar alguns direitos dos contribuintes?
Considero que o interesse colectivo está à frente do interesse individual. Discordo destas questões que se levantam sobre o sigilo bancário. Como acontece noutros países, o fisco devia poder fiscalizar as contas bancárias de forma automática. Não deve é ser qualquer um a ver as contas, têm de ser pessoas credenciadas para esse efeito. E além disso tem de haver um processo rápido para se protestar contra ingerências abusivas do fisco.
Pensa que foi o resultado do trabalho desenvolvido pelo director-geral Paulo Macedo que deixou agora a função?
Claro.
Pensa que é injusto não ser possível pagar-lhe o salário que tinha?
Injusto não é a palavra. Do ponto de vista da eficácia económica, merecia aquele salário e até mais. Quando pertenci àquela Comissão para o Desenvolvimento da Reforma Fiscal defendi e escrevi que o director geral dos impostos dirigia a empresa mais importante de Portugal e como tal devia ganhar mais que o presidente do BCP. Nós em Portugal pagamos muito mal a uns e excessivamente bem a outros.
Concorda também com o que disse Paulo Macedo de que o primeiro-ministro e o presidente da república ganham muito pouco?
Sim, concordo. E ganham muito pouco porque há muitos que ganham de mais no sector privado. Paulo Macedo também disse isso. Qualquer dirigente de topo ou mesmo intermédio em algumas empresas ganha mais que o Presidente da República.
Mas também não há iniciativa empresarial?
Não há, mas se tivéssemos massa crítica os estrangeiros vinham para cá. Neste momento não nos podemos queixar da falta de iniciativa empresarial. Tenho uma grande admiração pelas pequenas e médias empresas que exportam. São os heróis da economia portuguesa, pessoas da indústria anónimas – com excepção de Américo Amorim que exporta cortiça e Belmiro de Azevedo com a madeira, os grandes grupos não exportam nada. Quem exporta em Portugal são as multinacionais e as pequenas e médias empresas. Mas esses não são famosos. Famosos são os que especulam na bolsa.
A política das contas públicas está no bom caminho?
O que está a acontecer nas contas públicas ultrapassa as minhas expectativas. Não pensei que se pudesse fazer tanto. Gostava que se fizesse mais mas penso que o que se tem feito é notável. É preciso fazer mais nomeadamente na reforma do Estado que por vezes parece que está a enfraquecer.
O ritmo das reformas não vai abrandar por entrarmos na segunda parte do mandato?
Não sei. O primeiro-ministro, apesar de ser muito atacado, continua a ter uma posição muito forte nas sondagens. Os portugueses não desgostam de alguém com capacidade de decisão. E como as suas decisões são em geral correctas… Foi uma grande surpresa para mim o facto de manter a popularidade, apesar das medidas difíceis que tomou. Espero que continue assim.
Não considera que existe alguma arrogância no governo, como afirma Mário Soares? Ou sintomas de autoritarismo?
Não. Admito que possa haver um caso ou outro. Mas fazer disso o que é mais importante… não. Não estou preocupado com isso. Preocupa-me mais a transformação económica e social, nomeadamente no sector público. O que têm feito é notável. Embora considere que se tem de fazer mais."
a ler mais aqui
"Essa questão dos centros de decisão nacional é um falso problema, uma hipocrisia. O Totta é um bom exemplo: fez a fortuna de Champalimaud, de Roquette e de mais alguns. E nas mãos do Santander traz mais problemas à economia portuguesa do que quando pertencia a Champalimaud? Penso que não. Até é um banco mais eficiente. Hoje não há centros de decisão nacional. É engraçado ver que algumas pessoas que assinaram aquele manifesto venderam depois as suas empresas. A privatização do Totta é um bom exemplo.
...
Não é viável a perspectiva do ministro das Finanças de que o regresso da convergência será em 2009?
É possível… É conhecido que sou pessimista. O comportamento das exportações o ano passado surpreendeu-me um bocado. Mas também temos de colocar a questão em perspectiva, porque em 2006 ainda perdemos alguma quota de mercado, o que acontece desde 1990. Nas exportações e no mercado interno estamos a perder quota de mercado há mais de 15 anos. Não soubemos reagir a este movimento de globalização, de liberalização e de entrada dos novos membros na UE.
O Banco de Portugal revela que o perfil das exportações se tem alterado…
Estamos a registar alguma melhoria na composição das exportações, com mais tecnologia, mas tudo isso ainda tem pouco peso. A grande fonte que tínhamos de vendas para o exterior era o investimento estrangeiro orientado para a exportação. E como temos visto muitos deles têm saído do país. Vão surgindo novos mas não sabemos qual é o peso dos subsídios dados pelo Estado nem o valor acrescentado nacional que criam.
Mas qual a importância disso desde que se crie valor acrescentado?
Mas que valor acrescentado é que vai criar? Duzentos empregados, eventualmente. O resto é tudo estrangeiro: o capital, os equipamentos, os lucros vão para o exterior… O que fica cá? Nem sequer os impostos, fica apenas a remuneração dos empregados. Qual é a relação entre este valor acrescentado e o subsídio que se deu? Este tipo de análise não se faz, não é parte da propaganda oficial…
...
Qual é a sua opinião sobre o projecto do TGV (comboio de alta velocidade)?
No caso do TGV para o Porto nem é preciso estudos económicos. Devemos adiar o projecto. Segundo se afirma vamos ganhar 20 minutos em relação à linha actual. Não vejo qualquer vantagem económica em gastar aqueles mil milhões todos para isso. Ainda por cima depois de se terem gasto já mil milhões de euros na linha do Norte. O que não quer dizer que daqui a dez anos, com mais crescimento económico, não se possa fazer. Não fecho a ideia até porque sou um fã de comboios.
Devia-se dar prioridade à ligação entre Lisboa e Madrid?
Essa ligação é mais por razões de prestígio nacional do que de cálculo económico. Não acredito que vamos ter um tráfego para Madrid que possa tornar a linha rentável a curto prazo. Sou a favor porque será integrada numa rede de transportes europeus e o orgulho nacional ficaria afectado se a linha de TGV acabasse em Badajoz. E, como seja qual for a solução, para o aeroporto é preciso fazer um TGV, prolonga-se até à fronteira.
Não existem razões económicas? Facilita a integração ibérica, há muitos portugueses a trabalhar em Espanha e espanhóis em Portugal…
Não acredito que o TGV possa oferecer preços parecidos com os das companhias aéreas de ‘low cost’. O que é fundamental é uma rede de bitola europeia para mercadorias. Há quem afirme que o TGV, sendo bitola europeia e não sendo rentável para passageiros, será usado para mercadorias. Mas as mercadorias não precisam de TGV. Precisam é de bitola europeia.
O que pensa do debate sobre as alternativas à Ota?
É um tema tão complexo. Tenho-me guiado pelo que os engenheiros vão dizendo. E, como em todas as profissões, dizem coisas diferentes. Convenceram-me de que é preciso outro aeroporto. Na Ota, o que dizem os engenheiros, é que tem custos monstruosos de remoção de solos e o problema de não poder ser ampliado. Se isto é verdade, a escolha da Ota é um disparate. Nem percebo porque se andou a perder tanto tempo com aquilo. Se Alcochete resolver o problema, deve escolher-se essa localização.
...
Pensa que em Portugal existiu uma inversão de valores, um excesso de valorização de casas, automóveis…
Temos uma tradição de valorizar pouco a educação. Em 1960 tínhamos taxas de analfabetismo que os outros países europeus já tinha reduzido para valores mais baixos um século antes. Neste domínio andamos cem anos atrasados. Ultimamente aumentámos o número de alunos, produzimos universitários de um nível muito elevado. Em valor absoluto, comparativamente ao passado, estamos muito melhor. Infelizmente muitos dos bons ficam lá fora. Os portugueses hoje mandam os filhos para a escola, antes não o faziam. Mas não é para aprender é para tirar o canudo. Os pais agridem os professores porque não passam os filhos.
Não se valoriza o conhecimento…
Entre os emigrantes, por exemplo, os portugueses mandam menos os filhos para a universidade que as outras comunidades. Há qualquer coisa de atávico de não valorizar o conhecimento, a formação. O resultado é que temos a população activa da Europa com menos qualificações. E se olharmos para outros países europeus… A Grécia e a Espanha estavam atrasados e ainda estão. Mas se compararmos o progresso deles com o nosso vemos a diferença. Ando a dizer isto há muitos anos. O problema do ensino é a maior vergonha nacional. E é por causa da qualidade. O ensino tem sido governado por grupos de interesses e não pelo interesse nacional. Os pedagogos… Por exemplo, sem exames não conseguimos andar para a frente. Há alguns alunos universitários que não sabem somar um meio com um terço.
...
E a política que esta ministra da Educação está a seguir?
Esta ministra da Educação já tomou medidas muito positivas, mas não fez tanto quanto devia fazer. Tem sido muito atacada, o que é bom sinal. Os ministros que mais admiro no Governo são os que aparecem no fim da classificação na opinião pública. Os ministros da Saúde, da Educação e das Finanças…
O ministro da Saúde não tem falhado na explicação das reformas?
Se calhar quem tem falhado somos todos nós, não é só o ministro. Quando a imprensa o critica porque fechou uma maternidade, deve perceber o que se pode fazer com o que se poupa por isso: melhorar outra maternidade. Por exemplo, aqueles centros de saúde que estavam abertos sempre, durante a noite ia lá uma pessoa ou outra por semana e estavam lá um médico e uma enfermeira, com certeza a dormir, e durante o dia faltavam médicos. Acabou-se com o período nocturno e o diurno é mais eficaz. Toda a gente pensa que o orçamento é um saco sem fundo. Não pode ser. O problema da saúde vai ser o mais grave no futuro. Vamos ter de limitar o apoio sanitário às famílias portuguesas. As pessoas não gostam, mas tem de ser. Não há dinheiro.
...
Não concorda com a baixa de impostos se a situação orçamental melhorar?
De maneira nenhuma. Mesmo que a situação orçamental melhore, há duas rubricas que aumentarão sempre: a segurança social e a saúde. Na educação já se cortou despesa mas provavelmente ainda se pode poupar mais alguma coisa. Assim como ainda se podem cortar despesas em muitos serviços públicos com pessoal a mais. Mas se olharmos para o que gastamos em segurança social comparativamente a outros países europeus, e com o que está a acontecer à mortalidade e natalidade, verificamos que a despesa vai ter de aumentar. Mesmo com as medidas já tomadas na segurança social, uma das mais importantes adoptadas por este Governo.
...
Esta eficácia fiscal não começa a violar alguns direitos dos contribuintes?
Considero que o interesse colectivo está à frente do interesse individual. Discordo destas questões que se levantam sobre o sigilo bancário. Como acontece noutros países, o fisco devia poder fiscalizar as contas bancárias de forma automática. Não deve é ser qualquer um a ver as contas, têm de ser pessoas credenciadas para esse efeito. E além disso tem de haver um processo rápido para se protestar contra ingerências abusivas do fisco.
Pensa que foi o resultado do trabalho desenvolvido pelo director-geral Paulo Macedo que deixou agora a função?
Claro.
Pensa que é injusto não ser possível pagar-lhe o salário que tinha?
Injusto não é a palavra. Do ponto de vista da eficácia económica, merecia aquele salário e até mais. Quando pertenci àquela Comissão para o Desenvolvimento da Reforma Fiscal defendi e escrevi que o director geral dos impostos dirigia a empresa mais importante de Portugal e como tal devia ganhar mais que o presidente do BCP. Nós em Portugal pagamos muito mal a uns e excessivamente bem a outros.
Concorda também com o que disse Paulo Macedo de que o primeiro-ministro e o presidente da república ganham muito pouco?
Sim, concordo. E ganham muito pouco porque há muitos que ganham de mais no sector privado. Paulo Macedo também disse isso. Qualquer dirigente de topo ou mesmo intermédio em algumas empresas ganha mais que o Presidente da República.
Mas também não há iniciativa empresarial?
Não há, mas se tivéssemos massa crítica os estrangeiros vinham para cá. Neste momento não nos podemos queixar da falta de iniciativa empresarial. Tenho uma grande admiração pelas pequenas e médias empresas que exportam. São os heróis da economia portuguesa, pessoas da indústria anónimas – com excepção de Américo Amorim que exporta cortiça e Belmiro de Azevedo com a madeira, os grandes grupos não exportam nada. Quem exporta em Portugal são as multinacionais e as pequenas e médias empresas. Mas esses não são famosos. Famosos são os que especulam na bolsa.
A política das contas públicas está no bom caminho?
O que está a acontecer nas contas públicas ultrapassa as minhas expectativas. Não pensei que se pudesse fazer tanto. Gostava que se fizesse mais mas penso que o que se tem feito é notável. É preciso fazer mais nomeadamente na reforma do Estado que por vezes parece que está a enfraquecer.
O ritmo das reformas não vai abrandar por entrarmos na segunda parte do mandato?
Não sei. O primeiro-ministro, apesar de ser muito atacado, continua a ter uma posição muito forte nas sondagens. Os portugueses não desgostam de alguém com capacidade de decisão. E como as suas decisões são em geral correctas… Foi uma grande surpresa para mim o facto de manter a popularidade, apesar das medidas difíceis que tomou. Espero que continue assim.
Não considera que existe alguma arrogância no governo, como afirma Mário Soares? Ou sintomas de autoritarismo?
Não. Admito que possa haver um caso ou outro. Mas fazer disso o que é mais importante… não. Não estou preocupado com isso. Preocupa-me mais a transformação económica e social, nomeadamente no sector público. O que têm feito é notável. Embora considere que se tem de fazer mais."
a ler mais aqui
10.8.07
8.8.07
28.7.07
E
eis senão quando hoje a modos que muito de repente me apercebi que já há que tempos não fazia um post sobre o Federer. Vai daí estive mais de uma hora a babar no you tube, porque um gajo assim obssessivo e obcecado como eu é evidente que se perde com uma merda destas o que diga-se é mau porque amanhã começo a trabalhar às 9h mas no fundo não faz mal porque ainda vou ver a anatomia de grey, mas voltando ao Federer, e reparem que não digo Roger porque 1) não andei com ele na escola e 2)ninguém no seu juízo perfeito trata um Deus pelo primeiro nome, eu aqui e agora confesso que se algum dia comesse alguma merda muito muito estragada que me transmutasse (e espero que este termo exista) de macho latino assim tipo tony ramos mas mais carregadinho de testosterona em indíviduo altamente culto e bem falante e evidentemente gay até mais não poder, confesso dizia eu antes de me entusiasmar que o Federer era o único homem para mim.
26.7.07
It's just strategy, stupid!
Nada contribui tanto para a boa imagem de um político como actuar decididamente, de preferência de forma real mas se for bem ficcionada também serve, contra alguns inimigos escolhidos a dedo.
Rui Rio afronta o "mito" Pinto da Costa? Pois imediatamente assegura de forma vitalícia o qualificativo de homem sério, determinado e incorruptível.
Marques Mendes afasta Valentim e Isaltino? Eis que surge como bastião moral e referência ética de uma nova forma de estar na política.
Mas talvez o melhor exemplo desta estratégia, tanto pela eficácia como pela longevidade conseguida, venha de Alberto João Jardim e da forma como nas últimas 3 décadas se conseguiu afirmar junto dos madeirenses sempre contra o "colonialismo do continente". Beneficiou é certo da passividade calculada dos diferentes primeiros-ministros e presidentes, pouco interessados em baixar o nível e em comprar guerras de consequências imprevisíveis. Já com José Sócrates como PM esta estratégia voltou a dar frutos (leia-se uma nova maioria absoluta) a Jardim, mas a novidade é que pela 1ª vez temos um primeiro ministro que não tem medo de afrontar o líder madeirense. Talvez seja menos por convicção e mais na busca de capitalizar eleitoralmente a situação, mas as polémicas com AJJ (desde a lei das finanças regionais a esta embrulhada da IVG) são para Sócrates uma forma muito eficaz e relativamente fácil de consolidar uma fama de político duro, reformista e intransigente. Como quase ninguém no continente tem paciência para AJJ, muita gente aprecia ver que finalmente alguém está disposto a fazer-lhe frente. E isto vale votos.
Quanto à lei da IVG, depois da entrevista de ontem do PM e depois da resposta de hoje de AJJ (ainda para mais naqueles termos...) a conclusão óbvia é que Cavaco tem que parar de assobiar para o ar e fazer aquilo que jurou fazer, nomeadamente defender a Constituição e a aplicação das leis da República.
Rui Rio afronta o "mito" Pinto da Costa? Pois imediatamente assegura de forma vitalícia o qualificativo de homem sério, determinado e incorruptível.
Marques Mendes afasta Valentim e Isaltino? Eis que surge como bastião moral e referência ética de uma nova forma de estar na política.
Mas talvez o melhor exemplo desta estratégia, tanto pela eficácia como pela longevidade conseguida, venha de Alberto João Jardim e da forma como nas últimas 3 décadas se conseguiu afirmar junto dos madeirenses sempre contra o "colonialismo do continente". Beneficiou é certo da passividade calculada dos diferentes primeiros-ministros e presidentes, pouco interessados em baixar o nível e em comprar guerras de consequências imprevisíveis. Já com José Sócrates como PM esta estratégia voltou a dar frutos (leia-se uma nova maioria absoluta) a Jardim, mas a novidade é que pela 1ª vez temos um primeiro ministro que não tem medo de afrontar o líder madeirense. Talvez seja menos por convicção e mais na busca de capitalizar eleitoralmente a situação, mas as polémicas com AJJ (desde a lei das finanças regionais a esta embrulhada da IVG) são para Sócrates uma forma muito eficaz e relativamente fácil de consolidar uma fama de político duro, reformista e intransigente. Como quase ninguém no continente tem paciência para AJJ, muita gente aprecia ver que finalmente alguém está disposto a fazer-lhe frente. E isto vale votos.
Quanto à lei da IVG, depois da entrevista de ontem do PM e depois da resposta de hoje de AJJ (ainda para mais naqueles termos...) a conclusão óbvia é que Cavaco tem que parar de assobiar para o ar e fazer aquilo que jurou fazer, nomeadamente defender a Constituição e a aplicação das leis da República.
25.7.07
A ignorância é muito atrevida e dá de facto bastante trabalho
Perdi mais de uma hora nisto
mas finalmente percebi como é que se esconde parte do post.
mas finalmente percebi como é que se esconde parte do post.
Uma dose de verdade e outra de demagogia.
Confesso que não tenho grande paciência para com Manuel Alegre. Respeito o seu passado de lutador anti-fascista e admiro a sua independência mas isso não impede que avalie negativamente parte do seu trajecto político nos últimos tempos.O meu desconforto começa na altura da candidatura presidencial em que Alegre acabou por cavalgar demagogicamente a onda de descontentamento contra os partidos que grassa na sociedade. Isto vindo de alguém que é militante do PS desde sempre e deputado da República há mais de 30 anos é uma atitude não só incoerente mas também perigosa. Desde então, surgiu a curiosidade de ver o que Alegre iria fazer com o milhão e pico de votos que recebeu. Salvo melhor e mais informada opinião, parece-me que fez muito pouco ou nada, tirando um apoio mesmo assim não tão claro quanto se poderia esperar à candidatura autárquica da sua companheira de route Helena Roseta (outro momento em que também se procurou surfar um pouco a onda anti-partidos).
A sensação com que fico é que Alegre se vai limitando a episodicamente fazer uma ou outra intervenção, sempre sem concretização em termos de apresentação de propostas ou iniciativas legislativas, mas em que a sua notoriedade e a utilização frequente de referências ao espírito de Abril lhe garantem tempo de antena. O único problema é que nos entretantos se vai sentando calmamente nos jantares e eventos do partido ao lado e consequentemente em apoio a Sócrates e continua ainda (e sempre?) a ser militante de um partido com o qual parece presentemente, por inerência das suas próprias palavras, ter pouca ou nenhuma afinidade.
"Agora e sempre contra o medo, pela liberdade.", a frase com que termina o seu artigo de hoje no Público vive um pouco desta capitalização, talvez mesmo apropriação, que Alegre vai fazendo
da revolução dos cravos. O assunto é pertinente mas a terminologia usada é quanto a mim propositadamente exagerada para garantir o sound bite e alimentar o "mito Alegre", porque convenhamos que se o deputado poeta de facto sentisse a 100% aquilo que diz então o seu caminho só poderia ser deixar o partido ou pelo menos suspender a sua militância.
18.7.07
16.7.07
As eleições para a CML...
Chatas e previsíveis não merecem grandes comentários.
O melhor mesmo aconteceu logo após as primeiras projecções quando uma qualquer repórter de um qualquer canal abordou o deputado Miguel Frasquilho (aquele tipo da barbicha ridícula e que supostamente percebe de economia) apresentando-o em directo como "figura de 4ª ou 5ª linha do PSD", o que tendo em conta o estado dos partidos políticos é um insulto muito, muito feio.
Também gostei do grupo de velhinhos alentejanos que tinham ido passear a Mafra e que no regresso foram despejados à porta do hotel altis com direito a música partidária e bandeirinha de graça.
O melhor mesmo aconteceu logo após as primeiras projecções quando uma qualquer repórter de um qualquer canal abordou o deputado Miguel Frasquilho (aquele tipo da barbicha ridícula e que supostamente percebe de economia) apresentando-o em directo como "figura de 4ª ou 5ª linha do PSD", o que tendo em conta o estado dos partidos políticos é um insulto muito, muito feio.
Também gostei do grupo de velhinhos alentejanos que tinham ido passear a Mafra e que no regresso foram despejados à porta do hotel altis com direito a música partidária e bandeirinha de graça.
15.7.07
11.7.07
30 000 000.
Indiscutivelmente uma grande venda.O que já acho não só passível mas também premente discutir é o destino a dar a mais esta pipa de massa. Chega de prémios e salários exorbitantes a administradores, chega de contratar carradas de estrangeiros merdosos, chega de ter 30 ou 40 jogadores emprestados.
Resolvam o passivo, construam o pavilhão, contratem portugueses de qualidade (Manuel da Costa, Duda, Antunes). Paguem à doutora Morgado para arquivar os processos, à Carolina para dizer que foi tudo invenção, ao Lucílio Baptista para deixar de arbitrar e ao Couceiro para se dedicar outra vez ao sindicato. Lancem uma OPA sobre o Benfica. Tirem o Rivoli das mãos do Lá Féria.
Enfim, tudo menos aquilo que costumam fazer quando se apanham com dinheiro na mão.
9.7.07
3.7.07
Soltas...
A falta de tempo impede-me de dedicar as linhas necessárias a cada um dos temas, mas antes que me esqueça ou que a coisa perca actualidade cá vai:
- Não há pachorra para aturar este Zé Manel (Qual "Joe" qual quê!) Berardo com os seus americanismos no meio de frases de português mais ou menos incompreensível. O Portugalzinho ignorante que ele deixou há uns anos atrás já não é o mesmo... Pensa que nos impressiona com as suas tiradas americanas... Com o museu vem dizer que quer tornar Portugal um país mais culto... Como dizia o outro, "o que tu queres, sei eu"! O tipo, na sombra, já causava algumas inimizades aqui no Quatro... Agora que ganhou mediatismo, parece ter gostado da coisa para mal dos nossos pecados...
- Na semana passada, em mais uma viagem no IP4, ouvi na Antena 3 o "Prova Oral" do Fernando Alvim (outro tipo com quem embirro um pouco; mas isso agora não interessa nada...) que falava sobre uma revista que nasceu na época errada e por isso morreu. Tratava-se da revista K que o JB lia assiduamente. Ainda guardas esses exemplares, JB? Lembro-me que também gostava de a ler, muito pelo nome do MEC estar associado. No final do ano passado parece que foi editado um livro intitulado "Já Não me Lembrava - os delírios da Kapa" da autoria de um dos editores, o Carlos Quevedo. Fiquei com vontade de dar uma vista de olhos...
- Gostei que se tivessem lembrado do Porto, via "Prós e Contras" da RTP, numa altura em que as eleições para Alcaide Alfacinha estão na ordem do dia...
- Gostei que a abertura da Presidência portuguesa da União Europeia tivesse sido no Porto também. Chamem-me regionalista bacoco, se quiserem que não me importo. Não sou pela regionalização, que fique bem claro. Gostei que tivessem tido esse cuidado...Ou será que foi por causa do Festival Super Bock Super Rock (SBSR)?
- Por falar no SBSR, este ano o cartaz é fabuloso! Tenho especialmente pena de não poder ir ao concerto dos Arcade Fire... Resta-me esperar por outra visita e ir ouvindo os CDs...
- Ontem um puto chamado Bruno Gama, oriundo das escolas do FCP, marcou os 2 golos com que Portugal derrotou a congénere Neozelandeza na estreia no Mundial sub20 de futebol. Deu para ver outros craques também, apesar de só ter visto a parte final da 2ª parte. Já pude rever o livre espectacularmente convertido que deu o 1ºgolo. Volto a questionar-me porque andam os senhores do meu clube a gastar imenso dinheiro em compras lá fora quando cá dentro temos tanto valor e alguns a custo zero??? Sempre me deu mais prazer ver o FCP triunfar com prata da casa ou pelo menos prata nacional. Cá, devia-se adoptar um critério parecido com o adoptado em Inglaterra em que só podem jogar lá, estrangeiros que representem ou tenham representado a selecção do seu país. Eu sei, eu sei que não temos o dinheiro deles, mas íamos a mercados mais baratos onde também há artistas. Uma grande percentagem de brasileiros que cá andam não fazem mais nada do que truncar carreiras promissoras a jovens portugueses!
- Hoje recebi a boa notícia que o FCP acaba de contratar ao PSV, um técnico holandês de nome Pepijn Lijnders de 24 anos especialista nas camadas jovens. Segundo ele "o F.C. Porto está a apostar com muita força nas camadas jovens e a desenvolver um enorme projecto"... Vou aguardar atento!...
- O Benfica apresentou esta semana o seu novo equipamento para a época 2006/2007. O equipamento alternativo é cor de rosa... Sobre isso ouçam o mouro RAP.
- O equipamento do FCP para esta época também já foi apresentado:
- Não há pachorra para aturar este Zé Manel (Qual "Joe" qual quê!) Berardo com os seus americanismos no meio de frases de português mais ou menos incompreensível. O Portugalzinho ignorante que ele deixou há uns anos atrás já não é o mesmo... Pensa que nos impressiona com as suas tiradas americanas... Com o museu vem dizer que quer tornar Portugal um país mais culto... Como dizia o outro, "o que tu queres, sei eu"! O tipo, na sombra, já causava algumas inimizades aqui no Quatro... Agora que ganhou mediatismo, parece ter gostado da coisa para mal dos nossos pecados...
- Na semana passada, em mais uma viagem no IP4, ouvi na Antena 3 o "Prova Oral" do Fernando Alvim (outro tipo com quem embirro um pouco; mas isso agora não interessa nada...) que falava sobre uma revista que nasceu na época errada e por isso morreu. Tratava-se da revista K que o JB lia assiduamente. Ainda guardas esses exemplares, JB? Lembro-me que também gostava de a ler, muito pelo nome do MEC estar associado. No final do ano passado parece que foi editado um livro intitulado "Já Não me Lembrava - os delírios da Kapa" da autoria de um dos editores, o Carlos Quevedo. Fiquei com vontade de dar uma vista de olhos...
- Gostei que se tivessem lembrado do Porto, via "Prós e Contras" da RTP, numa altura em que as eleições para Alcaide Alfacinha estão na ordem do dia...
- Gostei que a abertura da Presidência portuguesa da União Europeia tivesse sido no Porto também. Chamem-me regionalista bacoco, se quiserem que não me importo. Não sou pela regionalização, que fique bem claro. Gostei que tivessem tido esse cuidado...Ou será que foi por causa do Festival Super Bock Super Rock (SBSR)?
- Por falar no SBSR, este ano o cartaz é fabuloso! Tenho especialmente pena de não poder ir ao concerto dos Arcade Fire... Resta-me esperar por outra visita e ir ouvindo os CDs...
- Ontem um puto chamado Bruno Gama, oriundo das escolas do FCP, marcou os 2 golos com que Portugal derrotou a congénere Neozelandeza na estreia no Mundial sub20 de futebol. Deu para ver outros craques também, apesar de só ter visto a parte final da 2ª parte. Já pude rever o livre espectacularmente convertido que deu o 1ºgolo. Volto a questionar-me porque andam os senhores do meu clube a gastar imenso dinheiro em compras lá fora quando cá dentro temos tanto valor e alguns a custo zero??? Sempre me deu mais prazer ver o FCP triunfar com prata da casa ou pelo menos prata nacional. Cá, devia-se adoptar um critério parecido com o adoptado em Inglaterra em que só podem jogar lá, estrangeiros que representem ou tenham representado a selecção do seu país. Eu sei, eu sei que não temos o dinheiro deles, mas íamos a mercados mais baratos onde também há artistas. Uma grande percentagem de brasileiros que cá andam não fazem mais nada do que truncar carreiras promissoras a jovens portugueses!
- Hoje recebi a boa notícia que o FCP acaba de contratar ao PSV, um técnico holandês de nome Pepijn Lijnders de 24 anos especialista nas camadas jovens. Segundo ele "o F.C. Porto está a apostar com muita força nas camadas jovens e a desenvolver um enorme projecto"... Vou aguardar atento!...
- O Benfica apresentou esta semana o seu novo equipamento para a época 2006/2007. O equipamento alternativo é cor de rosa... Sobre isso ouçam o mouro RAP.
- O equipamento do FCP para esta época também já foi apresentado:
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