os quatro elementos da natureza os quatro pilares da sabedoria os quatro atributos do corpo os quatro cavaleiros do apocalipse

7.3.07

Em resumo

A Trivela...e pouco mais

O Traidor involuntário

O "e se..." que fica no ar


6.3.07

Verdades inconvenientes. Parte II.

Não duvido que alguns ainda olhem desconfiados para o cenário catastrofista que os ambientalistas pintam, acusando-os de exagero e de extrapolação abusiva de dados cientifícos e atribuindo os avisos de perigo eminente aos interesses de um suposto "lobby". De tempos a tempos vão saindo nos media globais com o devido destaque estratégico notícias dando conta de teorias contrárias à tese da influência humana no aquecimento do planeta, tentando semear a dúvida na opinião pública e justificar nem que seja só por mais uns aninhos novos investimentos em energias fósseis. Não surpreende que determinadas empresas com conhecidas ligações à administração Bush ofereçam muito dinheiro para que algum cientista mais ou menos renomado associe o seu nome a um qualquer relatório que mostre que por exemplo afinal não há mal nenhum em explorar os lençóis de petróleo do Alasca. A "nova corrida ao ouro" decorrente do degelo do Ártico enquadra-se nesta forma de encarar o mundo, nesta falsa segurança de que é seguramente impossível que o planeta mude ao ponto de ameaçar se não a espécie humana pelo menos o modo de vida que atingimos.

Há nesta fase 3 possibilidades, 3 pontos de viragem a que os cientistas mais importantes, ou pelo menos uma grande maioria deles, prestam mais atenção. Não são cenários fantasiosos mas sim acontecimentos possíveis com capacidade para criar um planeta diferente, alterando totalmente o nosso modo de vida enquanto sociedades organizadas.

1- colapso da Corrente do Golfo
2- destruição das florestas tropicais húmidas da Amazónia
3- libertação de metano armazenado no leito dos oceanos (clatratos)

Não vou falar sobre cada um destes cenários, mas diga-se só en passant que o 2 já está a acontecer a ritmo acelerado (é um facto), que o 1 pode ocorrer ainda neste século com o aumento de água doce proveniente do degelo do Ártico e que o cenário nº3 já terá acontecido na história do planeta tendo provavelmente sido responsável pelo maior episódio de extinção de sempre.

Enquanto os políticos que elegemos (e consequentemente merecemos) forem fazendo ouvidos de mercador a tudo isto, resta-nos a acção individual: usar lâmpadas e electrodomésticos de baixo consumo, reciclar, usar os transportes públicos, comprar carros híbridos, instalar painéis solares, chuveiros de qualidade, etc...
Devemos fazer um esforço para fazer pelo menos algumas destas coisas e devemos acima de tudo passar a mensagem a outros.


...informação científica tirada do livro "Os senhores do tempo" de Tim Flannery...

Ennio Morricone

Foi preciso que Hollywood lhe desse um Óscar honorário (como é possível que nunca tivesse ganho um antes??) e que o Expresso falasse sobre ele para que eu me lembrasse de ir pesquisar algumas das suas músicas.
Ficam de fora outros, mas estes 3 exemplos já mostram que o homem é de facto um génio. Grandes músicas para grandes filmes.

"Cinema Paraíso"


"O Bom, o mau e o vilão"


"Aconteceu no Oeste"

2.3.07

Verdades inconvenientes. Parte I.

As alterações climáticas estão na moda. Depois de algumas conferências mundiais cheias de boas intenções e retórica que sem surpresa resultaram numa mão cheia de nada, a comunidade internacional lá se entendeu e surgiu o protocolo de Quioto. Mesmo enjeitado por alguns dos países mais poluentes (EUA e Austrália) e tratado como filho bastardo por outros que publicamente o assinaram e prometeram cumprir (veja-se o nosso triste exemplo), Quioto foi um marco importante e representa uma esperança na possibilidade de entendimentos futuros que, como é quase consensual na comunidade científica, terão forçosamente de ser muito mais ambiciosos.
Lenta mas inexoravelmente começam a diluir-se as mais antigas resistências ao papel decisivo do Homem na alteração do clima do planeta e suas respectivas consequências, a par e passo com uma maior incidência e gravidade das catástrofes naturais (secas extremas num lado, chuvas torrenciais noutro, furacões, cheias, etc...). A consciencialização da opinião pública é cada vez mais um facto, ou melhor uma autêntica bola de neve, colocando as pessoas prontas para apoiar políticas (e políticos) amigas do ambiente. As frases bonitas deixaram de ser do estilo temos de salvar o urso polar para que os nossos filhos possam usufruir e passaram, finalmente, a ser temos de salvar o planeta para podermos sobreviver.
Vem isto a propósito de um artigo no Público (de 28.2, no Caderno P2) sobre o degelo do Oceano Polar Árctico. Ao ver o título confesso que pensei que ia ler mais uma série de alertas sobre os perigos inerentes a este cenário, como o aumento do nível do mar e do efeito de estufa por libertação de metano, o fim da forma de vida dos Inuit (esquimós) e até mesmo a extinção do urso polar. Mas se é verdade que os últimos parágrafos alertavam para estas consequências, não deixou de ser um choque constatar que o tema principal do artigo eram as possibilidades económicas que o degelo do Ártico vem abrir. Países como o Canadá, EUA, Rússia, Dinamarca e Noruega já estão a posicionar-se estrategica e politicamente numa "nova corrida ao ouro" tratando de garantir direitos sobre esta nova via de transporte de mercadorias, a "Passagem do Noroeste", potencialmente navegável já em 2040 e capaz de rivalizar com o Canal do Panamá porque diminui a distância entre a Europa e a Ásia em cerca de 8 000 Km.
Lutam também pela promessa de petróleo (supostamente 1/4 !! das reservas mundiais ainda por explorar) e gás natural, por novas explorações de minerais e diamantes e por valiosas zonas pesqueiras de salmão e bacalhau.
É um cenário quase inacreditável e permite perceber melhor os motivos por detrás desta atitude no mínimo dúplice. Sim, sim, estamos cada vez mais preocupados com as alterações climáticas, comprometemo-nos a investir em energias renováveis, diminuindo o recurso ao petróleo, carvão e outras coisas tais, mas não deixamos de estar a esfregar as mãos de contente pelas oportunidades que o início do fim pode trazer.
continua...

28.2.07

Sugestão


Diga-se logo à partida que não é um grande filme. É interessante pela história que conta (o nascimento da CIA) e por ser realizado pelo Robert De Niro.
Vale pelo ritmo propositadamente pausado e pela inevitabilidade fria e calculista com que o pragmatismo se sobrepõe às emoções.
Vale também pela actualidade do conceito do "inimigo necessário" (na altura a URSS, hoje o Irão, a Coreia, a Al-Qaeda) como elemento indispensável e estruturante da política norte-americana.

27.2.07

Paulo Macedo abandona cargo de director-geral dos impostos

A noticia...
"O director-geral dos Impostos, Paulo Macedo, já acordou com o ministro das Finanças que vai abandonar o cargo que ocupa desde 2005, noticia o Expresso online. A decisão será formalizada provavelmente ainda esta semana por Teixeira dos Santos, que tenciona anunciar na mesma altura o substituto de Paulo Macedo.
Desde que foi conhecido que a lei que impede que qualquer pessoa que ocupe um cargo no funcionalismo público não pode ganhar mais que o primeiro-ministro (um pouco mais de 5.360.85 euros) e que, por isso, Macedo teria de reduzir o seu ordenado de mais de 23 mil euros brutos para aquele valor, as possibilidades do director-geral dos Impostos continuar eram reduzidas.
No entanto, Teixeira dos Santos tentou desde aí encontrar outras formas de remuneração que permitissem a Macedo continuar, mas sem infringir aquela lei. Macedo, contudo, não aceitou e vai regressar ao seu lugar de origem no Millennium bcp, banco de que é quadro, segundo o Expresso online. "
in Jornal de Negócios 27/02/2006

As primeiras reacções (comentários de leitores também no JN)...
Reacção 1: "Sim de facto já. Este senhor não é o supra-sumo da competencia do funcionalismo publico para ganhar uma fortuna num país que está de tanga. Estou certo de que há neste país quem desempenhe funções a altura por muitissimo menos. Arrisco: Eu por exemplo!..."

Reacção 2: "Só num país de broncos é que isto é possível. Em vez de haver um escrutínio, uma exigência e uma sanção sobre os incompetentes e oportunistas (por exemplo, os que antecederam o Macedo) cai-se na situação de incensar um tipo absolutamente normal, como é o Macedo. Além disso, se o Sr Macedo fosse um cidadão em toda a linha, aceitava o salário dos 5000 e tal euros que já não é nada mau (tanto mais que a formação dele foi suportado pelos contribuintes portugueses). É o que eu faria, porque não sou um mercenário e tenho consciência de cidadania (no sentido em que tenho direitos mas também me cabem deveres). Por outro lado, se o Sr. Macedo fosse um gestor de alta (ou até mediana) qualidade, já tinha preparado a máquina do fisco para funcionar melhor (do que antes) sem a sua beata pessoa."

18.2.07

Seinfeld. "the mango". (I)

Elaine à conversa com uma colega de escritório sobre orgasmos,

- ei, Renee, let me ask you something. have you ever, you know, faked it?
- yeah, sometimes.
- really, like when?
- like if we went to a Broadway show...if we had really good seats.
- yeah, well...
- ah, like, you know, if it's enough already and i just wanna get some sleep.

17.2.07

Paulatinamente, com mérito e perseverança, o PSD vai contribuindo como pode para uma nova maioria absoluta do PS...

Para quem lê jornais, vê notícias e/ou ouve rádio, este post não tem nada de novo. Só o escrevi porque é de facto espantoso olhar para a globalidade dos últimos anos da Câmara de Lisboa.

Cronologia de um drama:
-Graças ao falhanço da governação de Guterres, a uma má campanha de João Soares e à boa imprensa de que gozava então, Santana ganha as eleições municipais com Carmona como nº2,
-Depois do "diálogo", dos queijos limianos e da desistência de Guterres, o PSD ganha as legislativas e Carmona suspende mandato de vereador para ir para ministro,
-Pressentindo o naufrágio, Durão abandona o navio, Santana troca a câmara pelo governo e Carmona troca o governo pela câmara,
-Sampaio mostra que afinal serve para alguma coisa de muito útil, corre com Santana e acaba com aquela coisa tipo governo. Santana volta para a câmara. Carmona passa novamente a nº2,
-Mendes tira naturalmente o tapete a Santana e apoia Carmona que reconquista, com a preciosa ajuda de Carrilho e do PS, a câmara para o PSD,
-Num processo típico de uma qualquer associação de estudantes de liceu mal resolvidos e com hormonas a mais, Zézinha, Paula e Carmona zangam-se e desfazem a coligação,
-A chefe de gabinete de Carmona é constituída arguida e obrigada pelo PSD a suspender o mandato,
-O nº2 de Carmona omite durante uns meses o seu estatuto de arguido, escudando a sua atitude em jogos de palavras típicos de miúdos da primária, e recusa suspender funções,
-Carmona apoia politicamente o seu nº2, anunciando também o apoio do próprio PSD, leia-se Mendes.
-Algumas horas depois, o referido PSD, leia-se Mendes, chama novamente Carmona e obriga-o a convencer o nº2 a suspender funções,
-Segundo o jornal de Balsemão, na eventualidade (será probabilidade??) de Carmona ser também ele constituído arguido, Mendes prepara-se para empurrar para presidente a nº3 da lista que foi às eleições,
...

Haja paciência, que Lisboa há-de seguir dentro de instantes.

Depois do silêncio, ouviu-se o tango.


13.2.07

Natália, a deputada poeta e Morgado, o capado.

Em 1982, as sessões da Assembleia da República tinham outro sal...

Resposta de Natália Correia (então deputada do PSD) ao deputado João Morgado (CDS), na sequência de um "eloquente" discurso deste: "A igreja Católica proíbe o aborto porque entende que o acto sexual é para se ver o nascimento de um filho".

"Já que o coito diz Morgado
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menino ou menina
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca truca,
sendo só pai de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou parca ração! uma vez.
E se a função faz o órgão diz o ditado
consumado essa excepção,
ficou capado o Morgado."

12.2.07

Brilhante, como sempre...

Confesso que já tinha algumas saudades dos dislates do genial analista político Luís Delgado, que se tem mostrado notoriamente tristonho e apagado desde que o seu herói preferido caiu com fabuloso estrondo do impensável pedestal que atingiu.
Certamente saudoso dos tempos em que defender Santana contra tudo, contra todos e inclusivamente contra a própria evidência lhe era suficiente para garantir o epíteto de homem de convicções, LD viu surgir nova oportunidade neste day after do referendo e com um contorcionismo de fazer inveja àqueles artistas de circo chineses que parecem invertebrados e uma sagacidade só ao alcance dos génios póstumos, vem defender que o facto do acto não ter sido vinculativo deve vincular o governo e o PM impedindo-os de alterar a lei.
Leitura confusa da realidade? Nem por sombras.
Imparável, LD adivinha com dotes de cigana de bola de cristal uma futura guerra entre partidos e aponta confiantemente o dedo ao Presidente da República e ao Tribunal Constitucional como garantes últimos que irão sem dúvida impedir o ímpeto de "pensamento totalitário e de extraordinária falta de respeito pelos portugueses" que ele vislumbra na intenção do governo em mexer na lei. Pouco importa que a maioria dos eleitores votantes concorde com a despenalização ou que a Assembleia tenha legitimidade jurídica e política para legislar ou que haja um consenso generalizado e histórico acerca do respeito pelos resultados dos referendos. Mesmo assim, Delgado prefere alinhar com os sectores ultra conservadores do CDS e com alguns infelizes protagonistas de movimentos do não. Se fosse importante seria grave, assim é só ridículo.

Sim, sim, sim...

Finalmente já tenho a 1ª temporada do fabuloso Prison Break...

9.2.07

politonias

a aquecer

Parece piada....Mas aconteceu mesmo...

Hoje de manhã, na 4ª sessão de fisoterapia fiz um torcicolo...

Adivinhar o futuro.

Há quem use búzios, ou cartas, ou folhas de chá no fundo duma chávena. Há quem procure ler as estrelas, os alinhamentos cósmicos, ou as palmas das mãos. Também há adivinhos de bolas de cristal, consultores de espíritos, invocadores de oguns, xóguns e outros que tais. Tudo isto para responder a uma das nossas maiores angústias enquanto seres humanos: o futuro.
Saber de antemão os números do totoloto acarreta um aumento significativo da probabilidade de acertar. Conhecer o resultado final de um jogo de futebol pode fazer maravilhas para diminuir o stress e evitar o recurso aos mais coloridos dos vocábulos do dicionário. Divisar logo pela manhã que um dado dia irá incluir sexo permite escolher a melhor cueca, deixando de lado os slips desbotados pelo selo e com o elástico já gasto, e as meias com o buraco no dedão. O mesmo tipo de prevenção que um tipo pode exercer se souber de fonte segura que mais logo pela tardinha vai parar ao hospital.
Por outro lado, e como é comum num mundo cada vez mais falho de crenças e de fé, há também aqueles que por notória falta de imaginação e de criatividade pura e simplesmente não acreditam em nada, muito menos na possibilidade de prever o futuro. Vivem o momento, satisfeitos na tranquilidade que dá aceitar as coisas que não podem controlar. Usam quanto muito uma boa dose de bom senso (o que me parece algo pleonástico mas adiante) e um conhecimento mais ou menos pormenorizado dos acontecimentos passados como forma de adivinhar o porvenir. Tipos desta laia, apesar de se gabarem do seu estatuto de não crédulos, têm uma tal confiança nas suas capacidades dedutivas que frequentemente chegam a conclusões tão inabaláveis que numa demonstração testosterónica de fanfarronice e estupidez natural proclamam alto e bom som ser capazes de apostar um testículo nelas.
Eu por exemplo não preciso de ser a amiga Maya para apostar um dos meus referidos orgãos em que daqui a 7 anos Cavaco continuará a ser PR e o outro para alvitrar que pela mesma altura ainda estaremos a divergir da Europa nas estatísticas do economês.
Finalmente há ainda aqueles que dizem que o futuro a Deus pertence, mas não se eximem de tentar através de rezas e promessas condicionar o supremo arbítrio do divino.

Aqui chegado, assalta-me a recorrente sensação de que como é costume voltei a cometer o pecado da divagação, a misturar alhos com bugalhos, enfim a perder-me um pouco nesta sensação de formigueiro libertador que me dá na ponta dos dedos quando estou entretido a escrevinhar alguma coisa.
Neste caso, o factor desencadeante foi este: duvido que qualquer bruxo, adivinho, crente religioso ou mesmo mero analista especialista de informática e estatística pudesse prever o sucesso que isto ia ter.

8.2.07

Depois de tonalidades a cinzento, monotonias sem espinhas, e de um velho a falar sobre um morto, é altura de recentrar o blog.


Ao ataque

Mário Soares apresentou o livro 'Vítimas de Salazar' e não deixou de aludir ao concurso da RTP.
"O fascismo assassinou, deportou, censurou e exerceu toda a espécie de violências"
Um grande português, combatente primeiro anti-fascista e depois anti-comunista, pilar essencial do PREC e da transição suave para a democracia, impulsionador da descolonização, primeiro-ministro, motor da adesão de Portugal à CEE, presidente da república, homem das mil viagens, das presidências abertas e das forças de bloqueios, gerador de ódios e paixões, teimoso, culto, vaidoso, agnóstico, excessivo nos gestos e atitudes, bonacheirão, ligado à maçonaria, à CIA, e a histórias duvidosas como os diamantes de Angola e as confusões de Macau, enfim, uma personagem que não deixa ninguém indiferente e que marcou para sempre o século XX português, aqui num pequeno contributo para evitar que um concurso de génese populista e aparentemente fácil de ser manipulado consiga de algum modo diluir o passado.

monotonias

sem espinhas

7.2.07

tonalidades


onde se vota quando uma pergunta a preto e branco causa dúvidas cinzentas?

Sem Dom nem Piedade

Como é que convidam alguém como a Leonor Pinhão para fazer uma documentário sobre D. Afonso Henriques? Não sei se viram, mas foi muito mau. A meio do dito programa só me ocorreu que pior, só talvez pedirem ao Gabriel Alves para falar sobre a Rainha Santa Isabel.

A não serem as datas e os factos mais ou menos identificados e reconhecidos, tudo o resto que envolveu aquela produção foi realmente sofrível. A realização má, a qualidade de imagem fraca, os textos presunçosos e a narração monocórdica e desinteressante.

Quando a meio do programa se abriu um capítulo inteiro, só sobre a cidade de Lisboa e a importância da sua conquista - com a leitura de inúmeras citações elogiosas sobre a mesma - , cheguei a temer que fosse narrado que o nosso primeiro era do SLB, quando no fundo sabemos bem que o que ele gostava era de espancar mouros e o que quis foi ver "Lisboa a arder".

Por outro lado, as comparações entre as vitórias nas batalhas de então com as mais recentes vitórias sobre os espanhóis, em futebol, mais concretamente no euro 2004, além de primárias, pareceram-me desadequadas, sobretudo depois de um fim de semana em que morreu um polícia em Itália por causa de um resultado de um simples jogo.

Aguardo contudo a exibição de outros documentários que me parecem que poderão vir a ser mais interessantes. Lembro-me por exemplo do de Fernando Pessoa - Clara Ferreira Alves; D. João II - Paulo Portas e de Luís de Camões - professor catedrático numa universidade britânica que lecionou durante vários anos uma cadeira sobre os escritos do poeta - não me recordo do nome .

4.2.07

Finalmente alguém descobre a solução, 9 anos depois do 1º referendo e já na campanha para o 2º...

Acabo de ouvir na rádio o excelso Dr. Alexandre Relvas, o estratega de campanhas a quem Cavaco Silva já chamou o seu Mourinho, defender uma posição sobre o referendo à despenalização ao aborto que chega a parecer inspirada na sátira do gato fedorento ao Professor Marcelo. Segundo o Dr. Relvas a solução seria algo deste estilo:
Caríssimas portuguesas e portugueses, votem não numa demonstração inequívoca de respeito pela vida humana. Mas caso se vejam necessitados, por capricho, falta de dinheiro, tempo ou espaço para mais um miúdo lá em casa, a realizar um aborto em qualquer altura da vossa gravidez saibam que soluções não faltam. Caso tenham posses sugiro o costumeiro passeio a uma capital europeia do vosso agrado, onde podem sempre fazer umas comprinhas nas lojecas da moda. Caso sejam só remediados continuam a ter a opção de resolver o problemazito já aqui ao lado na amiga Espanha, podendo até aproveitar para comprar caramelos e atestar o carro. Caso não tenham onde cair mortas resta-vos ainda e sempre o ancestral recurso a um qualquer vão de escada infecto e badalhoco, com a suprema vantagem de não correrem o risco de ser presas ou perseguidas pela polícia no caso de terem complicações graves que vos obriguem a ir parar ao hospital.

Enfim,
é crime? sim.
pode-se fazer a qualquer altura da gravidez desde que não seja num estabelecimento de saúde legalizado? sim.
o que é que acontece a quem o faz? nada.


p.s.- a minha posição está aqui.

2.2.07

monotonias ou...

sistema vascular ambiental

1.2.07

Para quem gosta de números redondos



= - 11 minutos de vida

Haja paciência...

À conversa com empresários chineses, o ministro da Economia Manuel Pinho apontou a nossa baixa média salarial comparativamente aos restantes países da UE como uma das razões para justificar o sino-investimento cá no burgo.
Ora, como a declaração do ministro é uma mera constatação do óbvio, o coro de protestos ao melhor estilo de virgens ofendidas que uniu partidos da oposição e sindicatos só se compreende à luz de alguma demagogia e aproveitamento político. Isto não invalida que comece a ser de bradar aos céus a falta de tacto do Dr. Pinho, que fiel ao seu historial de só ser notícia por maus motivos (a declaração que "a crise acabou", o caos com a ERSE e respectivas audições parlamentares, etc...) vem agora criar nova confusão ao melhor estilo cada cavadela cada minhoca. Ainda para mais num governo que conseguiu há poucos meses um acordo histórico entre todos os parceiros sociais para uma melhoria plurianual significativa do salário mínimo.
Será que como a oposição a Sócrates é pura e simplesmente inexistente alguns ministros se sentem estranhamente compelidos a agitar as águas?

30.1.07

Materazzi: Um jogador a banir do futebol profissional

Talvez por ser um defesa e jogador do campeonato italiano do qual vejo poucos resumos e jogos, só no ano passado (?) num jogo da liga dos campeões entre o Inter e o Villareal, após uma agressão verdadeiramente selvagem ao Sorín, me apercebi do.... humm... Como é que lhe hei-de chamar?... Talvez "Futkickboxelbowing"... que o Materazzi pratica. Até o Benni quando ao serviço do nosso FCP já foi vítima, nas barbas do fiscal de linha!... Revolta-me especialmente o cinismo dele.
Vem isto a propósito de mais um lance protagonizado este fim de semana entre ele e o Delvecchio no Sampdoria-Inter a lembrar o célebre lance com Zidane no último Mundial em que ele sai como vítima para os mais distraídos... Até o jogador mais calmo perde a cabeça!
Considero que é incrível como é que a UEFA não toma medidas para castigar exemplarmente este jogador. Na minha modesta opinião, este jogador devia ter sido banido do futebol profissional há muito tempo! Que mais terá que acontecer para se tomar uma medida séria? Uma morte em campo?

29.1.07

Outro fim-de-semana no campo...

Alguns meses depois da última reunião do clã, este fim-de-semana marcou novo reencontro desta vez da totalidade dos elementos da quadrilha e respectivas entourages.
Para início de conversa é justo dar os parabéns ao jb e à P., máximos responsáveis pela concretização, organização e acolhimento do evento.
Mesmo tratando-se de um período muito curto de tempo diga-se que não é fácil juntar 9 pessoas (8 mais ou menos adultos e 1 bebé) no mesmo espaço e passar o tempo num clima de descontracção e alegria, o que mais que comprovar a intimidade e amizade resultante de 20 anos de convívio entre nós os 4 vem acima de tudo mostrar que as nossas respectivas não só não enfraqueceram os elos que nos unem (como às vezes acontece…) como se integraram de forma fantástica, alinhando sempre com um tremendo fair-play e sorriso nos lábios, nas tainadas, nas conversas mais ou menos picantes e nos momentos de revivalismo que amiúde nos assaltam. Pelo exposto, às 4 mulheres das nossas vidas só posso dizer parabéns e obrigado.

Quanto ao resto, saliento,
as muletas do spider e os seus momentos ups! já fiz uma asneira outra vez (mesmo assim sempre com um sorriso nos lábios),
a estrondosa noite de sábado com o fondue convenientemente regado com quantidades apreciáveis do mui saboroso tinto da Bairrada, que ajudou a destravar línguas e corações abrindo caminho a uma tertúlia que fica para a história,
os já míticos duelos de catan pela madrugada fora com os intervenientes a resistir à base de uma rigorosa dieta de whisky-cola, batatas fritas e biscoitos de canela,
as jogatinas de snoker na cave a fazer lembrar outros tempos e outras idades,
as pequenas traições dos electrodomésticos caseiros com a máquina de lavar que deitava a luz abaixo, a televisão com o seu funcionamento temperamental, a lareira que não queria pegar e o esquentador que nos deixou na mão sujeitando os mais corajosos a banhos frios e os restantes a lavagens mais ou menos sumárias das partes mais ou menos pudendas.

Ansioso por voltar a ter num futuro de preferência não muito longínquo nova oportunidade de repetir este tipo de programa, termino como comecei:
Parabéns e obrigado a todos.

26.1.07

Rentería...Renteríaaaaa.... Ruque... Raque...Ruque... Raque...

Este puto do Colorado parece ser bom... Golos de pé esquerdo e pé direito de fora da área são bons cartões de visita... A música não me sai do ouvido!... Brincadeiras do tipo da do cachimbo imitando o símbolo do Internacional de Porto Alegre é que devem ter os dias contados se bem conheço o Pintinho...

desfoc

19.1.07

20. E 31 536 000.

Intróito
Reza a lenda que Deus fez o mundo em 6 dias e que ao 7º descansou .
Alexandre, Magno ou Grande em virtude de ter conquistado o meio mundo entre os Balcãs e a Indía, demorou cerca de 7 anos a completar a epopeia que lhe garantiu a imortalidade.
Mesmo considerando o tempo em que mamou e andou de gatas, Mozart só precisou de 5 anos para escrever as suas primeiras obras enquanto Camões, se calhar por ter apenas metade dos olhos dos restantes mortais, demorou talvez mais alguns a escrever os Lusíadas.
Tanto os meros e corriqueiros actos do dia-a-dia como alguns dos episódios mais marcantes da História são medidos em unidades de tempo.
Demoramos 7 minutos para cozer um ovo. 24 horas dum dia de Abril para fazer uma revolução.
Fumar um cigarro em 4 ou 5 minutos. Mais de 2 horas a passear em solo lunar.
Fim do intróito.


Não sei quanto tempo demora o ser humano comum a fazer um amigo. É certamente algo demasiado vago, enquanto acto e enquanto conceito, para poder ser temporizado. Depende de contextos, de personalidades e de ocasiões. Não deixa de ser curioso pensar que ao contrário do amor, o mais endeusado dos estados afectivos, uma amizade não nasce nunca à 1ª vista. Muito pelo contrário. É, além disso, uma relação que só vive enquanto houver vontade genuína das partes, no fundo um estado de pura vontade. Muitas vezes, ao contrário do tempo que leva a formar-se, uma amizade pode silenciosamente transformar-se por inércia, desleixo ou descuido, em algo diferente.
Diz-se por aí em músicas e em poemas e até em mensagens de sms que não há no mundo coisa mais preciosa que um amigo.
É verdade.

P.S. 1- e já lá vão mais de 20 anos...
P.S. 2- no dia 18 do corrente mês este blog cumpriu 1 ano de vida. 31 536 000 segundos.

18.1.07


Não há fantasmas nem almas,
E o mar imenso, solitário e antigo,
Parece bater palmas.
(Sophia de Mello Breyner Andresen)

17.1.07

iQuaseTudo

Finalmente chegará no próximo Natal um gadjet que faz quase tudo e que, pasmem-se(!), também é telefone. Mas eu continuarei à espera do que traga, finalmente, frigorífico incluído... Até quando terei de esperar?

Suspiro...

hoje morreram 100 pessoas em bagdad;
o bispo de bragança compara o aborto à execução de saddam;
santana lopes está disponível para liderar a bancada do psd;
andré sardet lidera o top nacional de vendas;


16.1.07

Hoje fui ao médico...





35 ppb de f.e.n.o.

No estaleiro...

As minhas fieis amigas durante o próximo mês:







Ligamento colateral, menisco e talvez ligamento cruzado... Dia 18 haverá certezas "ressonantes"...



















Para já, resta-me comandar o "meu mundo" por esta via...

12.1.07

O Luisão

O Luisão foi apanhado de madrugada a conduzir com excesso de álcool no sangue (coisita pouca, afinal eram só 1,33g/l).
O Luisão deu depois uma conferência de imprensa em defesa do Luisão.
O Luisão disse que o que aconteceu ao Luisão podia acontecer a qualquer um.
O Luisão disse que o Luisão estava jantando com a esposa e um casal amigo e que bebeu vinho, sendo que o Luisão disse que o Luisão gosta de vinho.

Ora, o Wolverine até acha que o Luisão tem razão e que isto podia de facto acontecer a qualquer um (desde que esse qualquer um tenha carta, carro, beba muito para além da conta e depois decida conduzir).
O Wolverine até compreende o Luisão e o Wolverine julga inclusivamente que tal como no caso do Nuno Assis isto tudo não passa no fundo de uma vergonhosa perseguição do governo ao Benfica, orquestrada certamente pelo Pinto da Costa para desviar os olhares da Catarina e do apito.
O Wolverine chega até ao ponto de achar que o senhor Juiz, numa atitude de coragem com risco para a saúde do senhor Juiz, se demarcou desta horrível cabala decidindo que o Luisão terá de cumprir 40 horas de serviço comunitário mas que o Luisão não ficará inibido de conduzir.
O Wolverine, que tal como o Luisão também gosta de vinho,não se esquecerá de invocar esta sábia sentença na eventualidade de numa destas madrugadas ser apanhado com álcool a mais na asa.

11.1.07

Boa piada...


"Querido filho, estás a cometer no Iraque o mesmo erro que eu cometi com a tua mãe: não retirei a tempo..."

10.1.07

Como????


Pai nosso que estais colectado
contribuinte é o vosso nome
venha a nós o vosso dinheiro
seja feita a vossa colecta
assim no IRS e no IRC.




p.s.- As minhas desculpas por este momento de delírio. Acrescente-se que faço sinceros votos para que esta nova e inovadora estratégia dê frutos. O saneamento das finanças do país vale bem uma missa. Amén.

5.1.07

10 milhões de euros...

É quanto vai custar a realização do referendo ao aborto.
Ora,

não esquecendo que nas duas anteriores experiências a maioria do povo português mostrou bem o quanto (não) preza a possibilidade de se manifestar em referendo sobre um dado tema, preferindo adoptar a espantosa abordagem estilo "elegemos os gajos precisamente para decidirem e agora os gajos querem chatear-nos com estas merdas e portanto porra para eles nem sequer vamos tirar o cú do sofá"...

vem por este meio o signatário do presente post declarar que caso a abstenção volte a ganhar no dia 11 então não restará outra solução lógica ao parlamento que não seja a abolição pura e simples do instituto do referendo.
Aplicam-se as sacrosantas leis do mercado: um produto que não desperta interesse tem naturalmente tendência a acabar.

4.1.07

Uma praga dos tempos modernos

Fiel a uma estratégia gizada há uns anos, neste Natal e passagem de ano voltei a não responder a nenhum dos sms que recebi e voltei a não ter a iniciativa de os enviar.
Sem surpresa, e confesso até que com alguma alegria, verifiquei que lentamente, quase de forma imperceptível, os frutos deste não labor, desta estudada indiferença vão aparecendo e se há uns anos via o meu telemóvel apitar irritante e incessantemente com dezenas de mensagens pré-formatadas e pretensamente engraçadas, este ano recebi apenas 4.

Nas palavras de um tipo com o qual muitas vezes discordo:
"...as pessoas deixaram de conversar porque a conversa, no sentido mais elevado do termo, implica disponibilidade, gentileza e imaginação. Por isso se enviam estes farrapos de conversa, que significam nada porque nada é o que as pessoas têm cada vez mais para dizer umas às outras..."
João Pereira Coutinho, Expresso 30.12.2006

Com tecnologia do Blogger.