os quatro elementos da natureza os quatro pilares da sabedoria os quatro atributos do corpo os quatro cavaleiros do apocalipse

30.12.08

a polémica estéril do ano.

o estatuto político administrativo dos açores não me interessa nada. não digo que seja irrelevante, digo isso sim que não interessa, nem a mim nem a ninguém que não seja ou político ou comentador de assuntos políticos ou as duas coisas ao mesmo tempo.
vem criar o precedente da alteração da constituição atráves duma lei ordinária? é mesmo para isso que temos um tribunal constitucional.
vem mostrar uma fractura entre governo e assembleia de um lado e o presidente do outro? não está escrito em lado nenhum que as altas entidades da nação têm de estar sempre de acordo.

no meio de toda esta confusão não falta culpa para atribuir, diria mesmo que há culpa suficiente para andar à roda e distribuir entre todos os partidos, o governo e o presidente.
no meio de toda esta confusão a única coisa que é clara é que saimos todos a perder porque os nossos representantes andam mais entretidos com intrigas e jogos de poder e cálculos eleitoralistas e menos preocupados com a crise e respectivas consequências.

23.12.08

ia...

escrever um post sobre o papa e a heterossexualidade e as florestas tropicais e depois pensei melhor e concluí que o que o papa disse é normal considerando que ele é afinal de contas papa da igreja católica e que a igreja católica pode afinal de contas ser acusada de muitas coisas, sendo algumas justas e outras não, mas nunca jamais em tempo algum de incoerência e que como qualquer organização que se preze tem que lutar pelos seus ideais e pelo seu nicho de mercado, perdão de fiéis, e que grave grave é continuarem a olhar para os preservativos como instrumentos de deboche satânico e não redinhas salva vidas.
entretanto encontrei esta fotografia e pronto, cate trumps ratzinger,

15.12.08

ciência económica (?)

governos emprestam dinheiro aos bancos para dinamizar a economia. bancos usam dinheiro para tapar buracos nas contas ou comprar outros bancos. governos apelam (?) aos bancos para usarem o dinheiro emprestado para o finalidade com que foi emprestado e apelam (?) às pessoas para que pressionem (?) os bancos a emprestarem-lhes o dinheiro.

Lilly e o Mapa do Mundo

Esta criatura deliciosa com menos de 2 anos mostra que há americanos que olham para além do próprio umbigo... Até sabe onde é Portugal...

Giro giro é ver o seu sistema de processamento baseado em saltos...

8.12.08

...

aviso prévio: disse há alguns posts atrás que tomamos consciência da morte quando temos filhos. uma das coisas que surge sempre quando se fala sobre esse momento é como queremos que ele se processe nos seus diversos rituais sejam estes religiosos ou sociais. este post pretende apenas e só deixar escrito aquilo que me apetece a mim, aqui e agora no momento em que o escrevo, e não presume nada acerca dos desejos ou convicções daqueles que o lêem. acrescento ainda que digo o que digo depois de ler isto , donde roubo insolentemente esta pérola:




quando eu morrer batam em latas, disse um dia mário sá carneiro roubando para todo o sempre a qualquer um de nós a possibilidade de o gritarmos pela primeira vez. vai daí, e apesar de a minha presunção me levar a tentar usar outras palavras e não apenas essas, saibam caso eu me perca em adjectivos e figuras de estilo que a ideia principal é a mesma e não outra.

não quero missa, porque entre outras razões tal seria ao mesmo tempo a primeira e a última vez que assistiria a uma na totalidade. não quero perto de mim padres ou leituras de textos de escrituras ou hossanas ou améns e sinos também não quero. se música houver e a solenidade do momento não permitir que passem ainda que só uma vez o hino do porto então deixem tocar bem alto o buena vista social club ou bem baixo o requiem de mozart. levem ou não cruzes e crucifixos e benzam-se se se essa for a vossa vontade. vistam roupas confortáveis e sapatos simpáticos que permitam estar de pé porque não quero, do além, ser causador de bolhas ou calosidades. quanto a mim não me vistam o fato que tenho nem as gravatas que me apertam mas deixem-me antes estar de levi´s e de t-shirt. não me ponham em igrejas frias e escuras ou salas assépticas de funerárias, deixem-me antes estar ainda que só um pouco mais em casa e quando o tempo chegar levem-me num carro bem colorido até ao crematório mais próximo porque não quero caixas de madeira com terra em cima e também não quero gavetas de mármore e também não quero placas com epitáfios pífios. saibam ainda que não quero ficar numa urna em cima da lareira ou fechado num armário. juntem-se em bando e espalhem as cinzas num rio ou num lago ou no mar. ao 7º dia, ou ao 4º ou ao 5º ou em qualquer um deles desde que seja um sábado ou domingo ou feriado, juntem-se novamente à volta de uma mesa e beijem-se e abracem-se e comam se fome tiverem. sirvam tremoços e amendoins e azeitonas e certifiquem-se que haja francesinhas e camarão e alheira. bebam finos e vinho tinto a prazer e se vos der para isso contem uns aos outros histórias vossas e minhas. sejam, se puderem, inconvenientes e evitem a todo o custo os silêncios incómodos e pomposamente pesarosos mas nunca em tempo ou lugar algum se refiram a mim como o falecido.

5.12.08

não sei...

no que vai dar todo este novelo caótico da avaliação dos professores mas depois do que se passou na pasta da saúde parece-me pouco importante a contabilidade dos avanços e recuos e cedências das partes em confronto, sejam estes reais ou apenas percepcionados.
do que não tenho muitas dúvidas é que o pior resultado possível seria uma derrota clara da ministra e por maioria de razão do governo, porque constituiria talvez a derradeira e definitiva prova da irremediável natureza estática e imutável de uma sociedade arcaica e tristemente refém de alguns dos seus subgrupos, poderosos pela facilidade que possuem para interferir com a harmonia do todo (sejam estes taxistas, professores, médicos, camionistas, ou outros que tais...)
a outra consequência para lá de negativa deste cenário seria elevar à categoria de homem imprescindível mário nogueira, o bigode marxista-leninista contemporâneo do momento (irra que isto é um contra-senso que até dói...), sindicalista profissional 24/7 (e sim, isso para mim é quase inconcebível).

4.12.08

coisas que fazemos quando achamos que ninguém está a ver...ou...post que mesmo não parecendo é sobre a avaliação dos professores

uma vez há muitos e muitos anos atrás um primo meu que era assim pró muito pequenito em idade e tamanho estava em minha casa ocupado a tirar moncos do nariz e foi com um mal contido orgulho que observou o resultado da sua exploração digital e foi com um nada contido embaraço que viu que o meu irmão tinha visto a cena e foi com aparente vergonha que obedeceu à ordem olha que isso não se faz e vai lá deitar isso ao lixo e eis que aqui chegados foi com total surpresa que vimos os dois (o meu irmão e eu) o tipo decidir sabe-se lá bem porque carga de água que em vez de entrar na cozinha e deitar o monco no balde de lixo ia mas é entrar na sala e chegar à beira da mesa de jantar e dobrar-se e ajoelhar-se e colar o monco algures debaixo do tampo.

2.12.08

Loucuras...

Ideias para infernizar o statu quo...
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